
O grupo, que reúne as atividades relacionadas ao Sindipeças, Sindirepa e Andap, olha otimista para o próximo ano, com expectativa de crescer 9,5%, e comemora um aumento gradativo do faturamento da indústria de autopeças nos últimos anos: 12% em 2007, 13,5% em 2008 e 15% em 2009, para R$ 57,2 bilhões (estimativa).
O setor explica o crescimento em ritmo mais modesto que o da fabricação de automóveis por conta da presença de grandes estoques no início da crise, que tiveram que ser vendidos antes que as fábricas voltassem a produzir.
O saldo da balança comercial para o setor apresentou déficit e indica o aumento da importação de peças. Antônio Carlos Bento, coordenador do GMA, enxerga o número como sinal de oportunidade. “Isso quer dizer que há um mercado interno maior do que os fabricantes nacionais atendem. Temos uma indústria competente para ganhar espaço dos importados”, avalia.
Para ele, a desvalorização do dólar não é o principal motivo para a evolução das importações. “Temos questões que nos atrapalham tanto ou mais que isso, como o excesso de tributos, que hoje representa um terço do custo do carro”, avalia.