
O alto índice de mortes por acidentes de trânsito precisa ser contido no Brasil.
Esse foi o recado dado por Jean Todt, enviado especial da ONU para segurança viária, durante evento promovido pela Renault e o Detran-SP.
O número de mortes no trânsito ainda é bastante expressivo no mundo. Dados divulgados pelo Unicef informam que, anualmente, 1,2 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito e outras 50 milhões ficam gravemente feridas no mundo. Todt, inclusive, compara o alto índice a uma “pandemia silenciosa”.
O francês reiterou a meta global de reduzir os números da violência do trânsito pela metade em uma década, até 2030.
ONU aponta Brasil como líder de mortes de trânsito nas Américas
O enviado especial da ONU destacou o elevado número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil.
O país tem uma das maiores taxas de mortalidade no trânsito nas Américas: 15,7 a cada 100 mil habitantes. Pedestres, ciclistas e motociclistas respondem por 60% dos óbitos.
Todt ressaltou que os acidentes de trânsito ainda respondem pelo principal motivo de mortes de crianças de cinco a 10 anos. O enviado da ONU cobrou a adoção de leis mais severas, sobretudo em torno de escolas e áreas com grande concentração de crianças.
“Precisamos estabelecer regras mais rígidas de limites de velocidade, especialmente em áreas próximas à escolas. É necessário fazer um trabalho intenso para proteger os mais vulneráveis”.
Jean Todt é multicampeão no automobilismo
Todt é uma figura bastante conhecida no mundo do automobilismo. O ex-navegador de rali foi multicampeão de provas como o Paris-Dakar antes de migrar para a Fórmula 1.
Lá, o francês conquistou diversos títulos de construtores com a Ferrari. Foi protagonista da última “era dourada” da escuderia italiana sob o comando de Michael Schumacher. Todt também é amigo pessoal de Felipe Massa, com quem trabalhou na equipe.
