Os números fazem parte de análise publicada pela jornalista Marli Olmos no jornal Valor. Ela comenta que a reação das vendas leva a um aumento nos pedidos de autopeças, revisão das jornadas reduzidas e até cancelamento de férias.
O diretor de compras da Ford, Vagner Galeote, advertiu no entanto que haverá uma série de obstáculos para acelerar as linhas de produção. Empenhado em reequilibrar as relações com os fornecedores, ele já encontrou gargalos no setor, em função de um desalinhamento no supply chain. Como fornecedores programaram férias e fizeram cortes de produção sem coordenação, escasseiam ou até faltam alguns itens para montagem de componentes ou veículos. Por outro lado, há empresas de autopeças que ficaram superestocadas diante da parada brusca das linhas de montagem logo depois dos sinais da crise, a partir de outubro.
O executivo admitiu a Automotive Business que houve uma retração preventiva exagerada em algumas empresas ao primeiro sinal de crise, provocando efeitos negativos em cadeia.