
Houve até mesmo um ataque aos executivos com um bolo. Os seguranças rapidamente retiraram os ativistas do local.
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Em seu discurso, Blume falava sobre o ritmo acelerado da eletrificação na China e sobre a estratégia da VW em se manter líder de mercado, adaptando seus carros aos gostos dos chineses e a partir da construção de parcerias locais.
O CEO não mencionou a fábrica de Xinjiang, uma joint venture com a SAIC Motor, que se tornou um alvo de protestos dos ativistas de direitos humanos.
Investidores cobram auditoria externa e independente na fábrica
De acordo com o site Automotive News, investidores do negócio, como a Deka Investiment e a Union Investment, exigiram que a SAIC conduza uma auditoria externa e independente na fábrica. Os ativistas documentaram violações de direitos dos trabalhadores da unidade.
“A Volkswagen deve ter certeza de que suas cadeias de suprimentos são limpas”, afirmou Ingo Speich, chefe de sustentabilidade e governança corporativa da Deka.
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O chefe da VW na China, Ralph Brandstaetter, visitou a fábrica em Xinjiang no início do ano e disse não ter visto nenhuma evidência de trabalho forçado. Mas grupos de direitos humanos alegam que uma forte pressão do estado dificulta os funcionários a falarem abertamente sobre o caso.
Os acionistas também sinalizaram o aumento da concorrência com fabricantes de veículos elétricos na China. A BYD superou a Volkswagen e se tornou a principal marca de EVs no país asiático.