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Ritmo de expansão das vendas de veículos tende a diminuir, avisa Anfavea

Resultados seguirão em recuperação, mas com evolução mais discreta
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Redação AB

05 abr 2018

3 minutos de leitura

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Depois do forte crescimento nas vendas de veículos no primeiro trimestre do ano, a Anfavea espera que o ritmo da expansão diminua nos próximos meses, com desenvolvimento mais discreto em relação ao ano passado. Isso acontece porque a base de comparação fica mais forte, já que 2017 começou com o mercado contraído, mas os números melhoraram gradativamente. “Com esta mudança, os resultados tendem a convergir para as nossas projeções nos próximos meses”, disse Antonio Megale, presidente da associação dos fabricantes de veículos, durante coletiva de imprensa na quinta-feira, 5.


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Assim, o executivo segue confiante de que não será necessário revisar para cima as projeções para o ano. “Devemos rever o panorama para máquinas agrícolas, que deve ser melhor do que esperávamos. Quanto ao segmento de autoveículos, vamos aguardar os próximos meses para traçar novas projeções se for preciso”, avalia. Com isso, a entidade mantém a expectativa de que o mercado interno absorva 2,5 milhões de unidades até o fim do ano, com aumento de 11,7% na comparação com 2017.

MÉDIA DIÁRIA MAIOR E MAIS CRÉDITO

Mesmo com a perspectiva de que o aumento das vendas aconteça em proporção mais discreta, Megale destaca que o crescimento é consistente. “É importante que a indústria mantenha, que não volte a cair”, diz. A Anfavea aponta que, no primeiro trimestre do ano, a média diária de vendas manteve patamar elevado, próximo de 10 mil emplacamentos/dia. Em março foram licenciados 9,8 mil veículos novos diariamente.

“Pela sazonalidade, este número deve aumentar pelo menos 10% nos últimos meses de 2018, que são tradicionalmente mais aquecidos”, calcula o executivo. Assim, se tudo acontecer conforme o esperado, a tendência é que entre novembro em dezembro o mercado interno alcance média diária acima das 11 mil unidades.

Megale aponta que há um fator capaz de estimular este movimento: a expansão da oferta de crédito. “A taxa Selic está baixa, mas esta redução ainda não chegou lá na ponta. Devagar isso vai acontecer”, projeta. Dessa forma, tomar crédito para comprar carro poderá ficar mais barato para o consumidor e os financiamentos voltarão a ganhar força. Atualmente de 53% a 54% dos veículos negociados são parcelados, abaixo do patamar tradicional para o mercado brasileiro, que era acima de 60% há alguns anos.

1º TRIMESTRE DE CRESCIMENTO

Com 545,5 mil veículos negociados, o primeiro trimestre terminou com aumento de 15,6% nos emplacamentos. A maior alta aconteceu no segmento de ônibus, que avançou 54,2% para 2,7 mil chassis. A demanda por caminhões somou 14,5 mil unidades, volume 50,4% superior ao registrado um ano antes. Já as vendas de veículos leves somaram 528,2 mil carros, com avanço de 14,7%. O resultado isolado de março foi o melhor do ano até agora, com 207,4 mil licenciamentos e expansão de 32,2% sobre fevereiro e de 9,6% na comparação com março de 2017.

Acompanhe, em vídeo, os resultados divulgados pela Anfavea: