
Ao detalhar impactos da crise no setor, que reduziu em 10% as encomendas entre 2014 e 2015, Custódio lembrou que, nesse período, as empresas tiveram de demitir 3 mil de seus 15 mil trabalhadores. Para tentar segurar os demais postos de trabalho, mais 3 mil funcionários foram colocados de férias antecipadas, tiveram redução de jornada de trabalho ou receberam days off, dias em que o funcionário é dispensado do serviço, mas recebe salário.
Com a impossibilidade de estender tais medidas por muito tempo, o setor quer incentivar a retomada do crescimento por meio do consumo, estimulando a renovação da frota de veículos do governo e de prefeituras, de ônibus urbanos e de táxis com crédito fácil e barato, além da redução de impostos.
“Discutimos a desoneração do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) porque isso ajuda os grandes frotistas”, disse Custódio, que participou de reunião do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio, na Assembleia Legislativa (Alerj).
Preocupado em manter a atividade econômica e os empregos no sul fluminense, o governo do Estado parece disposto a discutir. “Estamos vendo encomendas, estimulando o governo federal a abrir crédito para nós aqui, que teremos Olimpíadas, vendo se dá para renovar a frota de táxis por linhas de financiamento atraentes, vendo a isenção de impostos federais e a compra de ônibus escolares”, disse o governador Luiz Fernando Pezão, que participou do fórum na Alerj.
Pezão também se comprometeu com obras de infraestrutura para ajudar a escoar a produção do sul do Estado do Rio para os portos da capital e demais partes do País. Entre elas haverá uma nova pista na Serra das Araras, trecho de acidentes recorrentes.