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Roberto Rodrigues: agenda cheia para a agroenergia

Roberto Rodrigues: agenda cheia para a agroenergia
Ex-ministro comanda a GV Agro, forma pensadores na área de agroenergia, escreve livros e atua como empresário rural.
Roberto Rodrigues, ex-ministro da agricultura, mantém uma agenda de atividades intensa. Uma das iniciativas que ele próprio destaca como coordenador da GV Agro, na Fundação Getúlio Vargas, é a criação do primeiro mestrado do mundo strictu sensu voltado para agroenergia, em parceria com a Esalq e a Embrapa.
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paulo

18 ago 2009

2 minutos de leitura

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“Vamos formar um grupo muito especial de pensadores em agroenergia” – disse a Automotive Business na segunda-feira, 17, durante o seminário AutoData Budget 2010, em São Paulo, no Hotel Sheraton WTC.

Rodrigues está seguro de que a agroenergia ditará o panorama energético global. Na GV Agro ele tem coloca em ação um grupo de estudos e projetos, alimentado por estudantes de MBA, programas ‘pesados’ de consultoria e projetos para etanol.

As iniciativas na área de etanol estão dirigidas para a implantação de programas na América Central, Caribe e, agora, na África. “Estamos estimulando a internacionalizando da GV como consultoria” – afirma.

Ele tem uma série de outras atividades durante a semana, como presidente do comitê de agronegócio da Fiesp, conselheiro de cinco empresas e membro do conselho de doze instituições, entre as quais a Febraban.

Empresário rural, ele tem empreendimentos que gerencia nos finais de semana em Jaboticabal (cana e soja), Balsas, no Maranhão (soja, milho e arroz) e em Delfinópolis, onde cultiva cana e soja em terras arrendadas.

A agenda cheia não impediu que ele se dedicasse aos livros – foram três no ano passado, voltados para o agronegócio e cooperativismo.

Combustíveis

O diesel é uma de suas apostas como consultor da Amyris, empresa que investe na produção do combustível a partir da cana de açúcar, juntamente com a usina São Martinho. “O negócio é uma realidade e trará bons resultados” – afirma.

Rodrigues acredita que o powertrain elétrico e sistemas diesel e flex conviverão a partir de agora no setor automotivo, mas destaca que o combustível de automóvel ‘deve ser líquido’. Ele reforça que o etanol só não avançou mais em direção aos Estados Unidos em função da resistência dos agricultores naquele país.

Pai de dois rapazes e duas moças, ele torce para o São Paulo e aponta o goleiro Rogério Ceni como um exemplo a ser seguido pelos empresários: defende bem, organiza o time e vai ao ataque para marcar gols.