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Robô humanoide da Tesla: inovador ou decepcionante?

Elon Musk aposta que Optimus será mais importante que carros elétricos, mas mercado não se empolga
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Redação AB

05 out 2022

2 minutos de leitura

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Pela primeira vez, a Tesla apresentou ao público o seu robô humanoide. Chamado de Optimus, ele imita um corpo humano de 73 kg, mas sem rosto e com fios e sistemas à mostra, capaz de realizar tarefas simples do dia-a-dia. No evento anual de tecnologia da empresa, dois protótipos entraram no palco totalmente sozinhos, desconectados de qualquer fonte de energia ou controle.

Um deles deu alguns passos lentos até à plateia, acenou e fez movimentos simples com os braços. O outro nem andou. O corpo do humanoide da Tesla é formado por um chip que aciona sistemas de pés e mãos, bateria de 2,3 kWh em seu torso, câmeras nos olhos, microfone nas orelhas e é capaz de falar.

Críticas duras ao robô humanoide da Tesla

A revelação do Optimus era uma das apresentações mais esperadas em tecnologia de inteligência artificial, mas o desempenho decepcionou especialistas e internautas, que rasgaram críticas ao CEO da Tesla, Elon Musk.

O mercado também reagiu mal e as ações da empresa caíram 8% na Nasdaq. Os investidores se mostraram insatisfeitos também com a falta de clareza da Tesla sobre a promessa de entregar sistemas de direção totalmente autônomos. Impactaram ainda os resultados de vendas e entregas de veículos aquém do esperado para o terceiro semestre.

Robôs feitos nas plataformas dos carros da Tesla

Musk sugeriu que as limitações do robô humanoide se devem à falta de um “cérebro” e de capacidade de se movimentar por locais desconhecidos. Ele acredita que o Optimus “será incrível em cinco ou 10 anos, como ‘alucinantes’, mas ainda poucas pessoas enxergam isso”.

Em vídeo de divulgação do Optimus, os robôs aparecem fazendo tarefas simples do cotidiano de uma casa, como carregar caixas e regar plantas. O humanoide também aparece levantando barras de metal em uma produção na fábrica da Tesla.

Musk afirmou que os robôs são feitos na mesma plataforma que os carros, por isso a Tesla é capaz de produzir milhões de Optimus e vendê-los por menos de US$ 20 mil (R$ 110 mil), um terço do valor do SUV elétrico Model Y.

A previsão é que a empresa esteja pronta para receber pedidos de robôs em três a cinco anos. O chefão da Tesla aposta que os humanoides serão mais importantes para a empresa do que seus carros elétricos. Por isso, os esforços estão voltados para tornar a montadora reconhecida como líder em tecnologias, como a inteligência artificial, e não apenas como uma empresa de “carros legais”.