
Um acidente grave poderia ter acontecido e provavelmente só foi evitado porque o cliente estava em um trecho de pedágio e andava em baixa velocidade. “Se fosse 100 m adiante depois do pedágio eu estaria a 100 km/h e, se a roda soltasse, seria um acidente grave”, relata Leiniö.
Segundo o engenheiro de dados, o caso aconteceu no dia 16/4. Desde então, ele estaria fazendo tentativas de contato com a Turbi para falar sobre o problema, mas estaria sendo ignorado e tratado com descaso. “Desde o dia do ocorrido, simplesmente não consigo me comunicar com eles para falar sobre o incidente. A empresa não tem nenhum telefone e nenhuma forma de contato direto com algum time para me dar suporte ou acompanhamento sobre o problema. Tenho emails não respondidos desde o dia 16. Já falei com mais de 10 atendentes pelo chat e todos dizem que só tenho que esperar uma resposta por email que eles não sabem de nada”, conta Leiniö.
Confira a publicação:
A Turbi respondeu o cliente no post e disse o seguinte: “Rafael, boa noite. Sentimos muito pelo ocorrido. Esta situação foge do nosso padrão de segurança, uma vez que todos os veículos da Turbi passam por alto rigor de avaliações e manutenções preventivas. O veículo relatado segue em perícia para entendimento do problema e estamos em contato com você para entender as circunstâncias deste incidente. Nos colocamos 100% à disposição para resolver o inconveniente desta experiência, bem como te apresentar o nosso processo de manutenção dos veículos”.
Outros clientes da Turbi aproveitaram o post viral para registrar suas reclamações também. “Sou usuário da Turbi, com frequência alugo carros deles, e venho notando que os carros estão precisando de manutenção e inclusive limpeza. Toda vez quando encerro a corrida que observo que o carro precisa de limpeza, ao entregar o veículo informo que precisa de limpeza. Se no dia seguinte for locar o veículo, vai estar da mesma forma. Já cheguei a achar preservativo dentro do carro”, relata o analista de negócios Rodrigo Duarte.
Posicionamento da Turbi
Mobility Now entrou em contato com a Turbi para saber mais sobre o ocorrido. Abaixo está o posicionamento enviado pela empresa:
“A Turbi tem como procedimento realizar manutenções periódicas em seus veículos seguindo o manual do fabricante de cada um deles, a fim de garantir a segurança e a boa experiência de seus usuários.
Sobre o incidente do dia 16 de abril com o cliente Rafael Leinio, informações iniciais indicam que a bandeja de sustentação do eixo do carro quebrou de maneira repentina. No momento, o automóvel ainda passa por uma vistoria técnica com o parceiro mecânico da Turbi e por uma perícia técnica com a autorizada do veículo no Brasil para obtenção de uma análise mais detalhada. Depois deste processo, a Turbi encaminhará o veículo para uma perícia automotiva particular, a fim de conseguir um laudo técnico mais aprofundado sobre o ocorrido.
O Mini Cooper S envolvido no incidente recebeu sua última manutenção em 18/02/2022 e, atualmente, está com 58 mil quilômetros rodados, estando dentro do intervalo de manutenções periódicas indicadas pela fabricante. Até o momento, o veículo já havia passado por cinco revisões, todas dentro do prazo estabelecido pela pela montadora.
A Turbi pede desculpas por todo o inconveniente com o cliente em questão. Em relação à questão dos pagamentos ao cliente, a Turbi esclarece que todas as pendências foram resolvidas, incluindo o estorno da viagem ao reembolso dos valores gastos com transporte com motorista por aplicativo. A empresa ressalta que está prestando toda a assistência para o usuário e que sempre está à disposição de seus clientes que encontrem ou passem por qualquer imprevisto durante suas viagens.“