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Roger Peng deixa a presidência da Chery Brasil

A Chery Brasil anunciou a saída de seu presidente, Roger Peng, que deixa a corporação e regressa à China para atender outros compromissos profissionais. O comando da operação no País passa às mãos de Luis Curi, vice-presidente executivo, que se reporta agora diretamente ao vice-presidente executivo da Chery Internacional, Thomas Wang. Um novo presidente, representante da estatal chinesa, deve ser designado oportunamente.
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Redação AB

09 nov 2015

2 minutos de leitura

Com inauguração formal em agosto de 2014 e início de produção efetivo seis meses depois, a Chery Brasil encontrou toda série de dificuldade para a implantação da fábrica em Jacareí, SP, enfrentando no País as evidentes diferenças culturais em relação à matriz, obstáculos técnicos na implantação da unidade fabril, desafios trabalhistas no trato com o sindicato dos metalúrgicos local e o recuo das vendas de veículos no mercado brasileiro.

Peng, que substituiu Kong Fan Long à frente do empreendimento no Vale do Paraíba, foi responsável por concluir a unidade produtiva, com a instalação de máquinas e equipamentos, contratação e treinamento de pessoal e, por último, início da produção e lançamento do compacto Novo Celer, primeiro modelo nacional da montadora de origem chinesa.

Em nota distribuída à imprensa, Curi explicou que a Chery deve seguir com sua missão de ser “agora brasileira”, como enfatiza seu slogan, e partir para uma nova fase, na qual concentrará esforços no sentido de proporcionar a travessia nos momentos difíceis pelos quais o mercado passa. Ao mesmo tempo, a empresa prepara-se para lançar em 2016 seu segundo produto nacional, o New QQ, veículo de entrada que marca presença entre os compactos equipados mais baratos do mercado brasileiro. O lançamento estava previsto para setembro último. Em uma etapa seguinte, o plano é produzir o primeiro SUV da marca em território nacional.

Curi entende que a grade de produtos que a Chery desenvolveu em sua matriz chinesa é perfeitamente adequada ao Brasil e enquadra-se nas necessidades de uso e disponibilidade de equipamentos originais. Ele admite o desapontamento da matriz com a situação do mercado brasileiro e a preocupação com os prejuízos consolidados, que devem continuar expressivos, uma vez que o ponto de equilíbrio deveria ocorrer com a produção de 25 mil unidades/ano – e a projeção em 2015 gira em torno de apenas 5 mil. A capacidade da planta de Jacareí é de 50 mil veículos/ano.