
“O Rota 2030 ajudaria muito as marcas premium a aumentar o foco no Brasil”, afirmou o presidente do BMW Group Brasil, Helder Boavida, durante a apresentação da linha Mini 2019 (veja aqui). O executivo se queixa da impossibilidade de programar investimentos e a vinda de produtos sem a divulgação do programa.
“Não consideramos deixar de fabricar carros no Brasil, mas vemos com certa tristeza esse atraso do programa de governo”, diz Boavida.
O executivo recorda que sem o anúncio é inviável programar investimentos na fábrica de Araquari (SC), que foi inaugurada em 2014, como desdobramento do programa Inovar-Auto, e chegou a nacionalizar seis modelos. Atualmente faz apenas quatro. Um dos que deixaram de sair da linha catarinense foi o Mini Countryman.
“Hoje não há planos para voltar a montar Mini no Brasil”, diz. Atualmente são nacionalizados na unidade os utilitários esportivos BMW X1, X3, X4 e os sedãs da Série 3. A fábrica opera em um turno.
Sobre a alta do dólar, Boavida apenas admite que afeta a rentabilidade do grupo, mas não prevê reajustes de preço para os carros BMW e Mini em curto prazo.