
“Estamos no começo, atendendo diretamente algumas montadoras no País, como a GM, Fiat, Volkswagen, MAN e International, e a MWM, do setor de motores. Mas observamos de perto o segmento de autopeças também, que representa um bom potencial”, revela o executivo argentino, que está há seis anos na RTT, com passagem pelos escritórios de Los Angeles, nos Estados Unidos.
A receita da RTT é obtida em 40% nos países europeus, atendidos a partir da sede em Munique, na Alemanha, e escritórios nas praças mais significativas. Os Estados Unidos representam 30% da receita e a Ásia outros 30%. “É preciso acomodar nesses números a operação brasileira, que começou a partir de serviços prestados de fora”, explica Pierri. O grupo todo reúne 700 profissionais, dos quais uma dezena está alocada no Brasil.
A RTT brasileira faz foco nas aplicações de design, que compreendem a concepção e projeto de veículos, e marketing, abrangendo as imagens de computação gráfica que permitem apressar a aprovação e lançamento de produtos, com a produção de filmes publicitários antes mesmo de os veículos estarem disponíveis. “Com essa solução é possível acelerar a chegada ao mercado e estar presente virtualmente no show room dos concessionários”, observa Pierri, que trabalha para apoiar o lançamento do Altima e do Sentra no País.
O portifólio da RTT compreende softwares como o Delta Gen (design), Picture Book (para ftp e colaboração), Power House (servidor remoto, com renderização) e Delta Tex (para interiores e materiais). Como a Siemens PLM tem participação de 10% no capital da RTT, é possível acoplar com facilidade as funcionalidades também do TeamCenter e Nx, dirigidos para integração de operações e projetos.
INTEGRAÇÃO
Oferecendo softwares, serviços e consultoria diretamente nas plantas, a RTT pretende participar ativamente do ciclo de vida do produto de seus clientes e integrar as equipes profissionais que atuam a partir da concepção e design, avançando pelas etapas de processo e marketing. “Um banco de dados comum, na nuvem, permite que todos acessem o mesmo material. Os departamentos de TI podem trabalham em um produto ao mesmo tempo, dinamizando trocas e intercâmbio de informações”, afirma Pierri.