
A licença não autoriza o início da obra, mas permite a realização do leilão. A usina, terceira maior do mundo, depois da chinesa Três Gargantas e de Itaipu, terá capacidade instalada de geração de 11.233 MW com dois reservatórios de 516 quilômetros quadrados de área total.
O projeto da Usina sofreu grandes alterações ao longo do processo de licenciamento, como a redução de áreas alagadas. Os condicionantes do Ibama podem representar um custo adicional de R$ 1,5 bilhão ao empreendimento de R$ 15 bilhões (segundo o governo) e R$ 30 bilhões (segundo as construtoras).
O Ibama exige a navegabilidade do Rio Xingu durante a construção e operação da usina. O projeto consolida o modelo de hidrelétricas a fio d’água, sem reservatório, usado para preservar o meio ambiente. A solução não chega a convencer os ambientalistas do Instituto Socioambiental, um dos maiores críticos da usina. Já Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, responsável pelos estudos de otimização da hidrelétrica, disse ao Estadão que ficou ‘felicíssimo’ com a decisão do Ibama.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ressaltou que a hidrelétrica representa a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a proposta de sua realização causa polêmica há mais de 20 anos.
Fontes: Ibama e Agência Estado
Foto: Roberto Messias, ao lado de Carlos Minc, assina licença prévia para a construção da usina – Martim Garcia/MMA