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Saiba como fica o novo programa de reestruturação da GM

Um novo programa de reestruturação da General Motors, mais agressivo que o anterior, de fevereiro, foi revelado nesta segunda-feira, 27, pelo seu presidente e CEO, Frederick Henderson.
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paulo

27 abr 2009

3 minutos de leitura

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A GM ofereceu também aos detentores de US$ 27,2 bilhões em débitos não garantidos a troca por uma participação equivalente a 10% das ações da companhia. Cerca de 90% dos interessados teriam concordado. A proposta da corporação para renegociação dessa dívida está no website www.gm.com

Até 1º de junho a montadora deve levar ao governo norte-americano o projeto revisado para demonstrar sua viabilidade e justificar uma nova ajuda, além dos US$ 15,4 bilhões já recebidos. Os empréstimos somados podem chegar a US$ 27 bilhões.

Cortes em marcas e modelos

A empresa pretende reduzir os custos estruturais da empresa na América do Norte de US$ 30,8 bilhões em 2008 para US$ 23,3 bilhões em 2010, com uma queda de 25%.

Segundo o anúncio desta segunda-feira serão preservadas as marcas Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC, esta última correspondente a picapes e SUVs. Já Hummer, Saab e Saturn devem ser negociadas (ou até encerradas) rapidamente.

Os 48 modelos oferecidos no ano passado serão reduzidos para apenas 34.

O número de revendedores cairá 42%, de 6.246 pontos em 2008 para 3.605 no final de 2010.

Cortes na produção

Na área de manufatura os novos planos compreendem mais cortes: de 47 plantas em dezembro de 2008 para 34 no final de 2010. Haverá uma segunda redução, para 31 plantas, até o fim de 2012.

O efetivo de horistas, de 61 mil trabalhadores em dezembro passado, cairá para 40 mil em 2010 e 38 mil no início do ano seguinte.

Os custos de trabalho relativos a horistas devem ser reduzidos dos US$ 7,6 bilhões em 2008 para US$ 5 bilhões em 2010 e 4,1 bilhões em 2014.

A produção da General Motors cairá significativamente em função dos novos ajustes. No plano anterior, apresentado em 17 de fevereiro, a previsão era de 4,1 milhões de veículos para 2014; o novo plano estabelece o marco de 3,7 milhões de unidades.

Opel com Fiat e Magna?

A corporação admitiu, ainda, a possibilidade de vender toda a Adam Opel, sua subsidiária na Europa, que possui operações na Alemanha e outros países. A empresa vem negociando com diversos investidores. Segundo o jornal Detroit News, fontes na Europa afirmam que Fiat e Magna International estariam interessadas no negócio.

Operações no Brasil

E a operação da General Motors no Brasil, como fica diante do programa de reestruturação?

O presidente da corporação para o Mercosul, Jaime Ardila, tem repetido seguidamente que a atuação da GM na região é independente da norte-americana. “Mesmo em caso de recuperação judicial nos Estados Unidos a operação local não será afetada” – disse recentemente a Automotive Business, durante sessão de debates no simpósio Novas Tecnologias Automotivas, promovido pela SAE Brasil.

A empresa confirmou também, mais de uma vez, que os investimentos no Brasil estão mantidos.

Fontes: Automotive News, Detroit News, website da GM, Globo.com.