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Saída de executivos da Prime Air pode atrasar projeto de drones da Amazon

Jim Mullin, piloto-chefe, e Robert Dreer, responsável pelos testes com os aparelhos, deixaram a empresa recentemente
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Redação AB

15 ago 2023

3 minutos de leitura

O braço de logística da gigante americana Amazon, Prime Air, perdeu dois importantes executivos em menos de um mês. Este foi o mais recente revés para o programa de uso de drones na entrega de pacotes e que exigiu grandes investimentos, mas teve pouco sucesso. A informação é do site da CNBC. 


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Jim Mullin, piloto-chefe da Prime Air, deixou a Amazon em julho, de acordo com seu perfil do Linkedin. Robert Dreer, que se reportava a Mullin e era responsável por todas as operações de teste da Prime Air, saiu na segunda semana de agosto para a startup de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVtol) Opener, conforme informou em seu perfil na rede social.  

A Amazon não comentou sobre a recolocação dos executivos. 

Transição para entrega por drones pode ser afetada

As saídas dos dois ocorrem em um momento em que a Prime Air faz a transição em seu serviço de logística, dentro da estratégia traçada pelo seu fundador, Jeff Bezos. Ele disse, em 2013, que em cinco anos a Amazon entregaria, por drone, pacotes pesando até o equivalente a 2,2 kg na porta dos clientes. 

Mullin, um ex-piloto do Marine One durante o governo Barack Obama, supervisionou a segurança e a conformidade regulatória da Prime Air, bem como os líderes locais nas instalações da unidade em Oregon, Califórnia e Texas.

O projeto da Prime Air estava programado para ser lançado no início deste ano e começar a entregar pacotes por drones. No entanto, o CEO Andy Jassy, que sucedeu Bezos em 2021, embarcou na maior rodada de demissões da história da empresa, que incluiu cortes significativos no braço de logística. 


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Mas os problemas da Prime Air são anteriores à crise econômica nos Estados Unidos. A unidade de drones foi prejudicada por restrições regulatórias que limitam onde as entregas podem ser feitas.

Mesmo em seus dois locais de lançamento – Lockeford, Califórnia e College Station, Texas – as entregas ficaram muito aquém da meta de 10 mil pacotes do chefe de divisão, David Carbon. A Amazon diz que concluiu centenas de entregas nesses locais.

Drones da Amazon têm histórico de problemas

A Amazon também sofreu com vários acidentes com os drones em 2020 e 2021. Mais recentemente, em 21 de junho deste ano, durante testes em Pendleton, um drone fez um pouso de emergência em um campo e foi destruído. Ninguém ficou ferido.

O porta-voz da Amazon, Simone Griffin, disse que a companhia testa os sistemas de drones e todo o procedimento foi feito em conformidade com os regulamentos aplicáveis. 

A Amazon agora pode correr o risco de não cumprir um requisito regulatório importante da Federal Aviation Administration. No início do ano, a empresa iniciou os testes de durabilidade e confiabilidade (D&R), que exigem que a Prime Air complete horas de voo sem incidentes.

A empresa está concluindo os testes de D&R para o modelo de drone MK27-2. Ele terá que passar pelo mesmo processo regulatório para sua versão de próxima geração, o MK30, que a Amazon espera lançar no ano que vem.