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Salão de Xangai também mira o Brasil

Assim como em todo grande salão do automóvel, o de Xangai, na China, surpreende não só no tamanho (são 17 pavilhões que abrigam as principais empresas chinesas e estrangeiras, entre montadoras de automóveis, caminhões, ônibus, além de sistemistas e fabricantes de autopeças), mas também chama a atenção pelo interesse que a indústria automobilística chinesa gera sobre o que ela prepara não só para seu mercado, mas para consumidores do mundo inteiro.
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Redação AB

23 abr 2013

4 minutos de leitura

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A maior parte das novidades contempla o mercado interno, que este ano deve crescer algo como 7% sobre 2012 e ultrapassar pela primeira vez em sua história a casa das 20 milhões de unidades, de acordo com as projeções da CAAM, associação que reúne as montadoras locais. Ainda assim, fica evidente a importância da China na estratégia global de marcas que atuam no mundo inteiro, com lançamentos mundiais, SUVs, que caíram no gosto dos chineses, conceitos híbridos, elétricos e tecnologias que misturam informação e entretenimento ao volante que não se limitam às gigantescas fronteiras do país.

Além disso, o Salão de Xangai se mostra como um dos mais importantes no mundo para o Brasil, já que muitas novidades apresentadas aqui devem ser lançadas no País neste e nos próximos anos. Um deles é o novo SUV que a Mercedes-Benz apresentou ao mundo pela vitrine de Xangai, o GLA, feito sobre a mesma plataforma do Classe A e do cupê CLA, cuja versão de produção será mostrada em setembro, no Salão de Frankfurt, na Alemanha. Com início das vendas agendado para 2014, começando pela Europa, o modelo também vai desembarcar no mercado brasileiro. Cogita-se ainda a possibilidade de sua produção em solo nacional, em uma eventual retomada da produção de automóveis da marca no Brasil.

Outra novidade já conhecida pelos chineses é a nova geração do Volkswagen Santana, produzido no país por uma das duas joint ventures que a marca mantém na China, a Shangai Volkswagen Automotive. A montadora no Brasil ainda não confirma, mas as notícias nos bastidores do setor dão conta de que o modelo voltará ao País no fim deste ano ou em 2014. Se for confirmado, o modelo estará posicionado entre o Voyage e o Jetta.

O Volkswagen Santana é o líder de vendas na China, considerando apenas o mercado de veículos leves. O país é o mercado mais importante para o grupo, que aproveitou a véspera do Salão de Xangai para anunciar seu maior ciclo de investimento no país, de € 9,8 bilhões até 2015, para o desenvolvimento de novos modelos com tecnologias focadas em maior eficiência e sustentabilidade.

“Na Volkswagen, estamos convencidos de que a proteção do clima e tecnologias mais eficientes são as bases para o crescimento econômico. E estou confiante de que como uma das maiores montadoras do mundo deveremos assumir também a liderança em termos de mobilidade verde. A China vai desempenhar um papel fundamental para que o Grupo Volkswagen alcance seus objetivos ambiciosos. O grupo está em fase de construção de sete novas fábricas na China. Cinco delas já devem começar a produção neste ano: em Urumqi, Foshan e Ningbo, todas montadoras de veículos, bem como as plantas de componente em Changchun e Foshan. Em 2018, o número de empregados aumentará dos atuais 75 mil para 100 mil pessoas. A capacidade de produção anual deverá crescer de 2,6 milhões para mais de 4 milhões de unidades por ano também em 2018, com o objetivo de aliviar a sobrecarga das outras plantas existentes neste mercado em pleno crescimento”, ponderou o CEO do Grupo Volkswagen, Martin Winterkorn.

Além das marcas globais, há novidades genuinamente chinesas que também vão para o Brasil. O vice-presidente da Chery no Brasil, Luis Curi, confirmou a ida do sedã Alpha 7 para o mercado brasileiro. “A ideia é reduzir cada vez mais o tempo de lançamentos entre a China, Brasil e outros mercados. No caso do Alpha 7, que chega no fim deste ano no mercado chinês, teremos um intervalo entre seis meses a um ano para seu lançamento no Brasil”, revela o executivo. Já o facelift do SUV Tiggo, versão automática 4×2, chega simultaneamente no Brasil, Chile e Peru em junho deste ano.

A JAC também revela seus planos para os mercados chinês e brasileiro. No estande da montadora, dos doze modelos apresentados, três são conceitos, enquanto outros cinco são lançamentos, além de dois facelifts. Entre os lançamentos para a China, o utilitário esportivo S5, que será exportado para o Brasil a partir de 2014, o sedã A30, que para os brasileiros será o J4, começa a ser produzido na China no segundo semestre deste ano e tem embarque marcado para o Brasil no fim de 2014; e a van Refine M5, que no Brasil receberá o nome de T8, com motor turbodiesel 1.9 e versão automática.

O sedã A20, sucessor do J3 Turim estreia na China em 2015, mas Sérgio Habib, presidente da JAC Motors do Brasil garante que não tem ligação com o modelo que será produzido no Brasil.