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Salão do Automóvel de Pequim é adiado mais uma vez por causa de nova onda de coronavírus

Alta no número de casos na China fez com que organização optasse por abrir mão da feira em 2022
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Redação AB

10 nov 2022

2 minutos de leitura

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O Salão do Automóvel de Pequim não será realizado em 2022, informou a organização da feira em anúncio nesta quinta, 10. O evento, que já havia sido adiado em março e que estava, à época, programado para abril, não ocorrerá por conta da alta no número de casos conhecidos de Covid-19 na China. 

Um dos eventos mais importantes da indústria, a feira realizada no maior mercado automobilístico do mundo alterna anualmente entre Pequim e Xangai. Além das usuais presenças das montadoras locais, fabricantes do exterior também marcam presença no salão. Volkswagen, General Motors e Toyota, por exemplo, costumam “demarcar território” na feira.

Embora tenha perdido um pouco espaço para os eventos realizados online – a Nio, marca de veículos elétricos, por exemplo, prefere lançar seus produtos dessa forma -, o Salão de Pequim ainda é relevante e palco dos principais lançamentos do maior mercado automobilístico do mundo. Por isso, seu cancelamento em 2022 deixa enorme lacuna a ser preenchida pelas companhias do setor, especialmente as chinesas.


– Acompanhe aqui toda a cobertura da Fenatran 2022


Vale lembrar que o evento também foi adiado em 2020 por causa do surto de Covid-19. Todavia, foi apenas postergado, e foi realizado em setembro daquele ano.

China reforça política de “tolerância zero” contra o coronavírus

O Salão de Pequim foi adiado novamente por conta, como já mencionado, da nova onda de coronavírus que assola a China. Na última segunda, 7, o país registrou o maior número de infecções por Covid-19 nos últimos seis meses. 5,6 mil casos da doença foram registrados, a maioria deles na província de Guangdong, importante centro manufatureiro.

No entanto, megacidades, como a capital da república, também enfrentam surtos preocupantes. Não à toa, o governo manteve o endurecimento das medidas e descartou os planos de abdicar das políticas de tolerância zero contra o coronavírus.