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Salão Duas Rodas traz tuk-tuks montados em Manaus

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cria

29 set 2011

4 minutos de leitura

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Mário Curcio, AB

Quem for ao Salão Duas Rodas (Anhembi, de 4 a 9 de outubro) poderá ver de perto os triciclos Motocar, semelhantes aos tuk-tuks indianos. O modelo de passageiros (MTX 150, foto abaixo) é o mais acessível, R$ 8.950. A versão de carga tem opção de caçamba aberta (MTA 150, ao lado) ou fechada, com baú de poliuretano (MTF 150). Para estas, o preço sugerido é de R$ 11,5 mil.

A fábrica dos triciclos está instalada em Manaus e tem atualmente oito pontos de venda, seis no Amazonas e dois no Pará. A vinda ao Anhembi abre perspectivas: “A intenção é que sejam 70 revendas até julho do ano que vem”, afirma o diretor industrial da empresa, Júlio de Almeida. “A margem bruta do revendedor oscila entre 18% e 20%”, estima o empresário, que iniciou a produção dos triciclos em abril.

“Fazemos de 10 a 12 unidades por dia, metade para passageiros e metade para carga. A capacidade instalada é de 30 veículos por dia.” Segundo Almeida, a aceitação do modelo para passageiros está acima do esperado: “O uso mais frequente é no mototáxi, embora haja municípios que não permitam a utilização para esse fim”, diz o executivo.

O modelo carrega dois passageiros, além do condutor, o que dá uma boa vantagem sobre as motocicletas. “Atendemos a resolução 129 do Contran. O veículo tem freio de estacionamento, pisca-alerta, limpador de para-brisa e luz de ré”, ressalta Almeida.

A versão para carga transporta até 350 quilos ou 2.200 litros. Todos os modelos utilizam um motor semelhante àquele adotado na Honda CG 125 de 1977 até 2008 (com comando de válvulas no bloco e varetas), mas com a cilindrada aumentada para 150 cc. “Ele é montado por nós a partir de componentes nacionais e importados do Japão e da Ásia”, afirma. Os chassis também são montados em Manaus.

A versão de passageiros usa componentes trazidos… do Peru, quem diria! O escudo e parte da cabine são de metal. As laterais e o teto usam lona plástica, como as capotas de buggies, jipes e charretes. A versão de carga tem o escudo frontal importado da Ásia. A caçamba aberta é nacional e o baú fechado vem desmontado da Ásia.

Segundo o fabricante, a velocidade máxima é de 65 km/h. O tanque de gasolina comporta 13 litros. A Motocar informa consumo um tanto otimista, em média de 30 km/l (tem moto de 150 cc que não alcança essa marca levando apenas o piloto). Os Motocars exigem carteira de habilitação na categoria A, a mesma das motos. E, como estas, atende ao Promot 3, o programa que regula as emissões de veículos de duas rodas.