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Salários e câmbio, desafios para Embraer

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Redação AB

10 nov 2010

3 minutos de leitura

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O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, afirmou que a depreciação do dólar ante o real e o reajuste salarial de 9% aprovado nesta terça-feira, 9, por funcionários do primeiro turno de três unidades da empresa, para salários de até R$ 8 mil, e um fixo de R$ 720 para quem recebe acima desse valor, são os grandes desafios da companhia para os próximos períodos.

“A matemática é fácil de fazer: no ano passado tivemos reajustes salariais de 6%, neste ano mais 9%. Eu exporto 90% da minha produção, ou seja, 90% da minha receita é em dólar. Então, com minha receita caindo em reais e os custos subindo, o desafio é enorme”, disse Curado a jornalistas, após participar de uma palestra no evento Brazil Summit 2010, em São Paulo.

Segundo o executivo, mesmo com o câmbio desfavorável às exportações, o Brasil não pode perder sua competitividade. “Não é só no câmbio que é preciso fazer algo. Temos que fazer políticas industriais”, declarou, completando que tem visto “uma mobilização, uma consciência do empresariado”.

Curado afirmou que a participação das vendas domésticas na receita da companhia deve se manter entre 10% e 12% em 2010 e em 2011. A primeira vez que a receita proveniente de negócios feitos no País atingiu 10% foi no ano passado.

Sobre o desenvolvimento de um novo avião, o presidente da Embraer afirmou que ainda não há data para o lançamento. “Nunca tinha dito data disso e sempre falei que o mercado nos diria qual seria o momento certo. Vamos aguardar o que a Boeing e a Airbus vão fazer, além das tecnologias de motores que virão para tomarmos a decisão certa na hora certa”, afirmou.

Em relação às novas intenções de pedidos de cargueiros militares (KC 390) – modelo que está sendo produzido para o governo brasileiro -, Curado declarou que os países que demonstraram interesse até o momento são China, República Tcheca, Colômbia, Chile e Portugal.