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Saldo das carteiras cai 2,8% em fevereiro, diz Anef

O saldo de crédito para o financiamento de veículos recuou 2,8% em fevereiro na comparação com igual período do ano passado, para R$ 238,4 bilhões, segundo dados divulgados na quarta-feira, 10, pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). De acordo com a entidade, que tem por base as informações do Banco Central, o valor apurado no mês passado, composto por crédito direto ao consumidor (CDC) e leasing, corresponde a 5,3% do PIB no mês e 10% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
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Redação AB

10 abr 2013

2 minutos de leitura

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No comparativo mensal, de fevereiro contra janeiro, o recuo foi de 0,9% no saldo das carteiras. Durante o primeiro bimestre, a liberação de recursos para financiamento foi de R$ 16,8 bilhões, 7,1% menos que o valor de igual período do ano passado. Deste total, R$ 16,3 bilhões foram CDC contra os R$ 17,2 bilhões de um ano antes. Já para leasing o sistema liberou R$ 430 milhões, há um ano o valor era de R$ 900 milhões.

Em fevereiro, as taxas médias de financiamento praticadas pelos bancos das 14 marcas associadas foram mantidas com os mesmos valores de dezembro de 2012: 1,25% ao mês e 16,08% ao ano, enquanto que a média das taxas praticadas pelo mercado, entre bancos e varejo no financiamento de veículos, seguiu em 1,57% ao mês e 20,5% ao ano.

“As taxas de juros das associadas da Anef costumam ser menores por ser em grande parte subsidiadas pelas próprias montadoras, atingindo melhores condições e valores mais competitivos, inclusive com a possibilidade, em algumas situações, de oferecer a opção da taxa zero”, explica o presidente da associação, Décio Carbonari.

Para o presidente da Anef, o recente anúncio da prorrogação do IPI reduzido na taxa atual até o fim deste ano deve sustentar e dar maior fôlego ao mercado, com reaquecimento das vendas e, por consequência, para o setor de financiamentos. “Assim, será possível que o saldo de financiamentos apresente uma reação mais rápida em 2013”, avalia. A necessidade das obras de infraestrutura, que deve movimentar o setor de caminhões, é outro fator apontado pelo executivo.

“As concessões de portos e aeroportos, além da proximidade de grandes eventos geram uma necessidade emergencial por caminhões, ônibus e carros para frotas”, completa.

INADIMPLÊNCIA, PLANOS E PRAZOS

Os atrasos nos pagamentos de contratos de financiamentos acima de 90 dias (inadimplência) se manteve estável em fevereiro, no caso de pessoas físicas, fechando o mês em 6,4% dos contratos de CDC. Sobre o mesmo mês do ano passado, a inadimplência recuou 0,2 ponto porcentual.

Os planos mais longos oferecidos pelos bancos continuaram em 60 meses durante fevereiro e o prazo médio também foi mantido em 43 meses, o mesmo de janeiro. Há um ano, o prazo médio de financiamento era de 46 meses.