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Saldo de financiamantos recua 12,8% em um ano

O saldo das carteiras de crédito destinado ao financiamento de veículos apresentou queda de 12,8% em um ano, considerando o resultado de setembro deste ano que atingiu os R$ 145,4 bilhões contra os R$ 166,8 bilhões de igual mês do ano passado, segundo dados do sistema financeiro nacional divulgados pelo Banco Central na quarta-feira, 26. Sobre o saldo de agosto, há um cenário que se pode considerar estável, mas com pequena retração de 0,6%.
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Redação AB

26 out 2016

2 minutos de leitura

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Se continuar neste ritmo, o ano pode fechar com saldo menor do que 2015, que encerrou com R$ 161,1 bilhões. Até agora, o comparativo anual aponta queda de 9,7% sobre o fechamento do ano passado.

– Veja aqui os principais dados de crédito do Banco Central para financiamento de veículos;

– Veja aqui a nossa nova página de estatísticas: AB Inteligência.

A queda do saldo reflete o menor volume de concessões: em setembro, o sistema financeiro destinou R$ 5,83 bilhões em operações de crédito para financiar veículos, 8,5% a menos do que agosto, quando foram liberados R$ 6,37 bilhões. No acumulado de janeiro a setembro, as concessões já estão 15% abaixo do resultado verificado em iguais meses de 2015, revela o relatório do BC. O índice reflete dois principais fatores do cenário econômico: o baixo interesse em adquirir veículos por meio de financiamentos, uma vez que o consumidor está reduzindo custos e evitando dívidas a longo prazo ao mesmo tempo em que se intensificam as restrições para obtenção de crédito no mercado.

Apesar disso, a taxa média de juros diminuiu na passagem de agosto para setembro, como mostram os dados, ficando em 26,1% no mês passado. Há um ano, portanto, em setembro de 2015, a taxa era de 25,6%. O prazo médio dos planos ficou praticamente estável, encerrando setembro com 42 meses.

Contudo, a inadimplência – que representa os atrasos nos pagamentos acima de 90 dias – ficou estável em setembro, observando o mesmo índice de agosto, que foi de 4,6%. Este índice oscilou 0,5 pontos porcentuais nos últimos doze meses, considerando que em setembro de 2015 os atrasos do setor eram de 4,1%. Em 2015, o setor encerrou o ano com inadimplência em 4,2%.