Salvando o mercosul
Fernando Henrique Cardoso acaba de declarar que o Mercosul está com seus dias contados. Baseou-se nas anunciadas iniciativas do Uruguai e Paraguai de buscarem acordos de comércio com outros parceiros e na atual divergência entre Argentina e Uruguai a respeito das “papeleras”. Para mim faltou-lhe mencionar que o impasse do Acordo Automotivo é outro ponto nevrálgico e preocupante, pois se trata do setor mais importante da pauta comercial do Mercosul.
Temos ainda 30 dias para chegar a um acordo, mas pelo andar das discussões e o evento esportivo que se inicia, faz-se curto o tempo e mais longa a distância que nos separa. Os pontos críticos tem sido o redutor da tarifa de importação de autopeças, o múltiplo do flex, o controle por empresa e a data para o início do livre comércio.
Isso indica que faremos um acordo de última hora, onde o Brasil abrirá mão de pontos importantes para que o intercâmbio comercial não seja interrompido em 1/7/2006. Para seguirmos navegando… sem rumo. Governos, Anfavea e Adefa precisam convencer-se de que está chegada a hora de discutirmos uma política industrial para o setor que transforme esse remendado Acordo Automotivo numa verdadeira aliança aduaneira, que ache um espaço para nossos sócios menores e acabe, de uma vez por todas, com esse conceito de intercâmbio compensado. O que as economias de nossos países necessitam é de que a indústria automotiva da Região trabalhe a plena capacidade. Nenhum outro setor econômico gera tanto emprego e riqueza como o nosso. Pouco deve interessar quem vende para quem, desde que todos os parceiros trabalhem em regime de utilização total das instalações existentes. E isso só se atinge se trabalharmos em conjunto, Adefa e Anfavea planificando nos modelos que devem ser produzidos, para tirar o máximo proveito das vantagens competitivas que cada país oferece, para competir no mundo e não só nos nossos mercados.
Essa idéia parece absurda? Pois não acho. As empresas que compõem esses sindicatos são, na grande maioria, as mesmas em ambos os países. Mas não se esqueçam de deixar uma beirada para o Uruguai usar sua capacidade de montar perto de 30 mil veículos/ano, que bem poderiam ser caminhões pequenos ou minivans. Assim como também temos de achar um produto/mercado para que o Paraguai se insira no clube automotivo… de 2 rodas. Sei isso implica em envolver a turma de Manaus. Pois vamos envolvê-los, já que é extremamente importante oportunizar um nicho para a indústria do Paraguai e, pelo que conhecemos do seu mercado, as motocicletas de cilindrada inferior a 150 c.c. lhes propiciaria um excelente avanço.
Complicado? Claro que é, mas seguir empurrando com a barriga esse Acordo Automotivo nos leva ligeirinho para o que FHC está prevendo.
Hugo Ferreira www.hugoferreira.com.br
Temos ainda 30 dias para chegar a um acordo, mas pelo andar das discussões e o evento esportivo que se inicia, faz-se curto o tempo e mais longa a distância que nos separa. Os pontos críticos tem sido o redutor da tarifa de importação de autopeças, o múltiplo do flex, o controle por empresa e a data para o início do livre comércio.
Isso indica que faremos um acordo de última hora, onde o Brasil abrirá mão de pontos importantes para que o intercâmbio comercial não seja interrompido em 1/7/2006. Para seguirmos navegando… sem rumo. Governos, Anfavea e Adefa precisam convencer-se de que está chegada a hora de discutirmos uma política industrial para o setor que transforme esse remendado Acordo Automotivo numa verdadeira aliança aduaneira, que ache um espaço para nossos sócios menores e acabe, de uma vez por todas, com esse conceito de intercâmbio compensado. O que as economias de nossos países necessitam é de que a indústria automotiva da Região trabalhe a plena capacidade. Nenhum outro setor econômico gera tanto emprego e riqueza como o nosso. Pouco deve interessar quem vende para quem, desde que todos os parceiros trabalhem em regime de utilização total das instalações existentes. E isso só se atinge se trabalharmos em conjunto, Adefa e Anfavea planificando nos modelos que devem ser produzidos, para tirar o máximo proveito das vantagens competitivas que cada país oferece, para competir no mundo e não só nos nossos mercados.
Essa idéia parece absurda? Pois não acho. As empresas que compõem esses sindicatos são, na grande maioria, as mesmas em ambos os países. Mas não se esqueçam de deixar uma beirada para o Uruguai usar sua capacidade de montar perto de 30 mil veículos/ano, que bem poderiam ser caminhões pequenos ou minivans. Assim como também temos de achar um produto/mercado para que o Paraguai se insira no clube automotivo… de 2 rodas. Sei isso implica em envolver a turma de Manaus. Pois vamos envolvê-los, já que é extremamente importante oportunizar um nicho para a indústria do Paraguai e, pelo que conhecemos do seu mercado, as motocicletas de cilindrada inferior a 150 c.c. lhes propiciaria um excelente avanço.
Complicado? Claro que é, mas seguir empurrando com a barriga esse Acordo Automotivo nos leva ligeirinho para o que FHC está prevendo.
Hugo Ferreira www.hugoferreira.com.br
Redação AB
20 jun 2006
2 minutos de leitura
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