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Pedro Kutney, AB
Waldey Sanchez (foto) foi nomeado diretor geral da NC2 do Brasil, fabricante de caminhões para mercados emergentes formada pela associação mundial entre Caterpillar e Navistar International. Sanchez vai acumular as funções da sua nova posição com as de presidente do grupo Navistar América do Sul – cargo que ocupa desde meados de 2010, quando deixou a presidência da divisão de motores da companhia no Brasil, a MWM International, para comandar as operações da companhia como um todo na região.
É carregada de significado a nomeação de Sanchez, o mais alto executivo da Navistar na América do Sul, para liderar a execução da operação da NC2 no Brasil, pois mostra que as ambições da empresa vão muito além do que a atual fabricação de apenas dois modelos de caminhões em uma planta arrendada da Agrale em Caxias do Sul (RS). Caberá a Sanchez, com maior poder de decisão, fazer o projeto andar.
Uma das primeiras missões de Sanchez deverá ser bater o martelo sobre a localização da fábrica própria da NC2 – quatro estados estavam no páreo, segundo fontes familiarizadas com as negociações. O executivo já estava envolvido nesse processo, pelo lado do sócio Navistar, e sua nomeação formal para o comando da NC2 deixa implícito que o projeto ganhou maior relevância, pois inclui a fabricação aqui de linha completa de caminhões.
Os detalhes sobre a nova planta de produção e o portfólio de produtos deverão ser revelados gradualmente até o fim deste ano, com algumas das informações mais importantes reservadas para a próxima Fenatran, o salão de caminhões que acontece em outubro próximo.
O executivo responderá diretamente ao conselho administrativo mundial da NC2, do qual fazem parte membros da Navistar e Caterpillar, incluindo o próprio Sanchez. “O grande conhecimento e experiência de Sanchez na indústria automotiva brasileira trarão um benefício inestimável para operação local da NC2”, afirmou em nota Phil Christman, presidente mundial da empresa. George Taylor, diretor geral do Grupo Cat Global On-Highway, ressaltou que o executivo também agregará grandes avanços para os negócios no Mercosul. “Após trabalhar com Sanchez no conselho administrativo da joint venture, tenho certeza que ele concentrará esforços para expandir nossa operação dentro da América do Sul”, disse.
Longa trajetória
Waldey Sanchez gosta de dizer que trabalha há 35 anos na mesma empresa, embora esteja de fato há 11 anos à frente dos negócios do Grupo Navistar no Mercosul. Isso porque o executivo entrou nos anos 70 na fabricante de máquinas agrícolas Massey Ferguson, que na década seguinte foi assimilada pelo Grupo Iochpe. Lá, em 1998, assumiu o comando da divisão Maxion Motores, que no início dos anos 2000 foi comprada pela Navistar International e Sanchez permaneceu na presidência da operação. Assim ele mudou sem nunca ter saído da empresa na qual trabalhava, pois sempre ficou com o comprador.
Em 2005 Sanchez foi protagonista da compra da MWM Motores pela Navistar, quando foi criada a MWM International, que ele comandou até 2010, quando foi então promovido à presidência do Grupo Navistar América do Sul. Agora, com a fábrica da NC2 e uma longa lista de produtos a planejar, ele vai começar mais um negócio em sua carreira e, de novo, sem sair da empresa onde já estava.