
Após publicar um decreto que suspendeu temporariamente o Uber Moto, a Prefeitura de São Paulo criou um grupo de trabalho para estudar o transporte via mototáxi por aplicativo na cidade.
O grupo vai elaborar estudos a respeito da segurança do meio de transporte, do cumprimento das legislações existentes e do conforto dos usuários.
Transporte de mototáxi ainda não é regulamentado
O secretário municipal de Transportes e Mobilidade Urbana, Alexandre Trunkl, será responsável pela coordenação da comissão. O grupo também é composto pelo secretário executivo da pasta, Gilmar Pereira Miranda, e o diretor do Departamento de Transportes Públicos, Roberto Cimatti.
Ao vetar o Uber Moto, o prefeito Ricardo Nunes justificou que o transporte remunerado de passageiros com motos não é regulamentado na capital e que o plano de metas da cidade prevê a redução do índice de mortes no trânsito.
Uber quer dialogar com prefeitura de São Paulo
A Uber, por sua vez, diz que a modalidade está prevista na Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/2012) e que “defende a coexistência de novas opções de mobilidade trazidas pela tecnologia para o benefício de todos”.
Em relação ao grupo de trabalho da prefeitura, a plataforma informou que está à disposição do município para “debater, dialogar e contribuir para a construção de um eventual marco regulatório para essa modalidade, assim como faz em diversas cidades por todo o Brasil”.
A Automotive Business também procurou a prefeitura de São Paulo para saber mais detalhes sobre o funcionamento do grupo de trabalho. Porém, até a publicação desta reportagem não houve retorno. Caso a gestão municipal responda, o texto será atualizado.