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Redação AB
As rodovias paulistas serão usadas em um teste piloto para um novo modelo de pedagiamento eletrônico. Os experimentos começam em janeiro de 2012 em algumas praças de pedágio no interior do Estado ainda não definidas. Os testes devem viabilizar novas formas de pagamento como pedágio pré-pago, cartão de crédito ou débito ou até mesmo por celular.
O modelo foi apresentado nesta terça-feira, 26, pela Agência Reguladora dos Serviços de Transporte de São Paulo (Artesp), durante um workshop. O evento faz parte das discussões do Grupo de Estudos sobre Sistemas de Arrecadação (Gesa), criado pela Secretaria Estadual de Logística e Transportes.
“O objetivo final é que o consumidor não pague nada pela instalação do equipamento”, afirma o secretario estadual de Transporte e Logística, Saulo de Castro Abreu Filho. Atualmente, 49,1% dos pagamentos de pedágio em rodovias paulistas são feitos por dispositivo eletrônico (tag), cujo custo é de R$ 66,72 por carro de passeio. Os aparelhos a ser testados saem por menos de R$ 10.
Hoje, pouco mais de 11% dos 22 milhões registrados em todo o Estado de São Paulo possuem dispositivos Sem Parar ativos. Para os próximos anos, a intenção é superar o índice de 80% de adesão. De acordo com a Artesp, isso permitirá a implantação do sistema de passagem livre, do tipo free flow, em que não há pedágio de barreiras como os atuais.
No lugar deles haverá somente pórticos capazes de registrar a passagem dos veículos por antenas e câmeras. Os testes também implicam pesquisas de opinião com usuários. Os novos métodos também ampliarão a base de cobrança, aumentando a arrecadação.
“Já temos na Artesp pedidos de outras empresas para operar sistemas eletrônicos de arrecadação. É preciso criar um ambiente de concorrência e habilitar outras companhias que tenham condições de fazer a cobrança eletrônica em São Paulo. Vamos avaliar as condições técnicas dessas operadoras”, afirma Karla Bertocco, diretora-geral da Artesp.
O secretário estadual de Gestão Pública, Julio Semeghini, que também participou do workshop, ressaltou que a integração com sua pasta (que abriga o Detran) vai proporcionar melhor fiscalização dos veículos e evitar a inadimplência.