
A receita da divisão de veículos e serviços relacionados ficou praticamente estável nos três primeiros meses do ano, com leve queda de 0,1%, para € 214,1 milhões. A receita obtida com serviços financeiros (Banco Scania) somou € 27,5 milhões, recuo de 3,7% sobre o resultado de idêntico intervalo de 2014, quando a divisão faturou € 28,6 milhões.
“Os efeitos positivos das taxas de câmbio foram neutralizados por um declínio no fornecimento de veículos, principalmente na América Latina e na Eurásia”, afirma Per Hallberg, presidente e CEO interino da montadora (leia aqui). Por outro lado, o executivo ressaltou que as encomendas na Europa registraram seu maior volume desde 2007, indicando o bom momento do mercado aliado à necessidade de renovação.
Segundo o relatório, houve queda de 7% nas vendas globais de caminhões da marca, para 16,1 mil unidades, reflexo do fraco desempenho na América Latina e Eurásia, cujas entregas recuaram 60% nas duas regiões. Os mercados latino-americanos consumiram 1,7 mil caminhões nos três primeiros meses de 2015 – há um ano este volume era de 4,3 mil. Já na Eurásia, foram 582 unidades contra as 1,4 mil de um ano atrás. O relatório destaca a situação no Brasil, cuja demanda foi afetada negativamente pela crise econômica e pelas novas condições menos favoráveis do Finame PSI e na Rússia, as encomendas diminuíram para um nível muito baixo a partir das perspectivas incertas naquele mercado.
Em outro cenário, a Scania comemora o desempenho na Europa, onde viu suas vendas aumentarem 24% entre janeiro e março contra iguais meses do ano passado, para 9,6 mil unidades. As encomendas subiram 46%, para 12,4 mil unidades no período.
No segmento de chassis de ônibus, América Latina e Eurásia também foram responsáveis pelas contundentes quedas das entregas, de 30% e 20%, respectivamente, puxando para baixo o resultado das vendas totais globais, que reduziram 3%, para 1,34 mil unidades. Enquanto na Europa as vendas avançaram 54%, para 390 unidades no período, na América Latina, a Scania apurou entregas de 362 unidades – contra os 518 chassis do 1º trimestre de 2014 – e apenas 8 chassis entregues na região da Eurásia – duas a menos do que o volume total do ano passado. Na Ásia, as vendas subiram 16%, para 444 chassis entregues.