
A Scania concederá férias coletivas por dez dias, a partir de 10 de julho, para os funcionários da produção da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde são fabricados caminhões, motores e chassis de ônibus.
Segundo o sindicato local dos metalúrgicos, os trabalhadoress foram informados sobre a decisão em assembleia realizada na terça-feira, 18.
Afora as férias coletivas, a montadora também promoverá paradas de produção de dois dias por semana, a partir de 28 de abril. As medidas são asseguradas pelo acordo de flexibilidade de jornada negociado com o sindicato.
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“A situação foi agravada ainda mais pela falta de peças, pela antecipação das vendas em 2022 de modelos Euro 6 e, principalmente, pela queda no consumo e das altas nas taxas de juros em nosso país”, disse, por meio de comunicado, Carlos Caramelo, vice-presidente do sindicato.
O quadro da Scania é formado por 4,5 mil trabalhadores, 3 mil deles atuam nas áreas produtivas da montadora.
A queda nas vendas já levou a companhia a encerrar o segundo turno da unidade, no qual operavam por volta de 200 funcionários. Pela mesma razão a montadora decidiu não renovar os contratos de trabalhadores que atuam na empresa em regime temporário.
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O ano de 2023 não deverá ser fácil para as montadoras de caminhões se considerarmos suas projeções. A estimativa da Anfavea, a associação que as representa, mostra uma retração nas vendas de 11% na comparação com o volume emplacado em 2022. Já a produção projetada deverá ser 20% menor na mesma base.
