
“A luta é para alcançar a reposição da inflação do período pelo INPC”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Caramelo, que também é funcionário da Scania, instalada em São Bernardo do Campo (SP). Os trabalhadores foram orientados pelo sindicato a comparecer à empresa diariamente. A produção será paralisada por área.
“Faremos uma greve estratégica, paralisando a cada dia um setor diferente”, informa o coordenador do comitê sindical, Regis Guedes. A proposta rejeitada garantia manutenção de emprego por 12 meses, reposição integral da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 2017 e um valor adicional (0,5% para cada mil unidades produzidas) no caso de a produção atingir ou superar 16 mil unidades. Para este ano, o volume de produção anual da fábrica é de 14 mil veículos (caminhões e ônibus).
Entre as montadoras da base sindical, somente na Scania a campanha salarial ainda está em negociação. Nas demais, o reajuste deste ano foi previsto em acordos firmados anteriormente, com validade para mais de um ano. Ao todo a Scania tem 3,2 trabalhadores. Destes, 2 mil atuam na produção.
Em nota à imprensa, a Scania lamentou a paralisação, que “traz prejuízos para todos os lados”. A empresa informa que a proposta apresentada foi a melhor possível, considerando o cenário de queda de volumes que começou em 2014 e se agravou recentemente.