
No dia em que comemora em sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) uma série de conquistas em redução de emissão de gás carbônico nos processos produtivos, a Scania também reforça seu objetivo em aumentar a participação de seus caminhões a gás no mercado brasileiro
É o que conta o diretor de vendas de soluções da montadora para operações comerciais, Alex Nucci.
“De 2018 a 2024 vendemos 1,5 mil caminhões a gás no Brasil. Até 2030, estimamos mais 5 mil unidades”, afirma Nucci.
Caminhões da Scania foram desenvolvidos para uso do gás
Segundo o executivo, neste ano de 2025 serão ao menos mil caminhões movidos a gás. Além dos próprios caminhões, os motores também são fabricados na unidade do ABC, em versões de cinco e seis cilindros e potências de 280, 340, 420 e 460 cv.
A Scania faz questão de frisar que os caminhões foram desenvolvidos para o uso de gás, não se trata de motores a diesel adaptados.
“São caminhões com até 650 quilômetros de autonomia, o que permite a aplicação desse combustível desde a distribuição de mercadorias até o agronegócio, que é responsável por 45% das vendas do segmento”, recorda o diretor da Scania.
Ele ressalta que as usinas produtoras de açúcar e etanol também investem na produção de biometano, o que encoraja a utilização dos caminhões.
“E essa autonomia associada à capacidade de carga até 74 toneladas também permite que os caminhões a gás transportem até a soja produzida em Mato Grosso para o Porto de Santos, no litoral paulista”, recorda o diretor da Scania.
Ele lembra ainda que a presença do gás natural em diferentes estados também viabiliza a utilização de ônibus a gás em diferentes regiões, inclusive no Centro-Oeste, com a vantagem do custo menor em relação aos elétricos tanto no veículo como na infraestrura de abastecimento.
Produção mais limpa
A partir do estabelecimento de metas e da implantação de mudanças na fábrica e em processos produtivos, a Scania conseguiu alguns resultados surpreendentes, como 50% de redução de emissões de CO2 no fluxo logístico da fábrica.
A montadora também reciclou 1,5 milhão de garrafas PET, empregadas como parte da matéria-prima da grade frontal dos caminhões fabricados em São Bernardo do Campo. E, com a aplicação de biometano em alguns setores da planta, a empresa reduziu sua pegada de carbono em 250 toneladas de CO2 por mês.
De acordo com a empresa, a energia elétrica economizada em um ano somente na unidade de montagem e pintura das cabines seria suficiente para suprir o consumo de 120 residências.
No período de 2015 a 2025, a meta de redução de CO2 das operações da Scania é de 50%. Até 2024, a montadora já havia atingido 47%.