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Scania venderá mais 5 mil caminhões a gás até 2030

Com potência até 460 cv e autonomia de 650 km, veículos podem transportar até a soja de Mato Grosso ao Porto de Santos
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Mario Curcio

24 abr 2025

2 minutos de leitura

No dia em que comemora em sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) uma série de conquistas em redução de emissão de gás carbônico nos processos produtivos, a Scania também reforça seu objetivo em aumentar a participação de seus caminhões a gás no mercado brasileiro

É o que conta o diretor de vendas de soluções da montadora para operações comerciais, Alex Nucci.

“De 2018 a 2024 vendemos 1,5 mil caminhões a gás no Brasil. Até 2030, estimamos mais 5 mil unidades”, afirma Nucci.

Caminhões da Scania foram desenvolvidos para uso do gás

Segundo o executivo, neste ano de 2025 serão ao menos mil caminhões movidos a gás. Além dos próprios caminhões, os motores também são fabricados na unidade do ABC, em versões de cinco e seis cilindros e potências de 280, 340, 420 e 460 cv.

A Scania faz questão de frisar que os caminhões foram desenvolvidos para o uso de gás, não se trata de motores a diesel adaptados.

“São caminhões com até 650 quilômetros de autonomia, o que permite a aplicação desse combustível desde a distribuição de mercadorias até o agronegócio, que é responsável por 45% das vendas do segmento”, recorda o diretor da Scania.

Ele ressalta que as usinas produtoras de açúcar e etanol também investem na produção de biometano, o que encoraja a utilização dos caminhões.

“E essa autonomia associada à capacidade de carga até 74 toneladas também permite que os caminhões a gás transportem até a soja produzida em Mato Grosso para o Porto de Santos, no litoral paulista”, recorda o diretor da Scania.

Ele lembra ainda que a presença do gás natural em diferentes estados também viabiliza a utilização de ônibus a gás em diferentes regiões, inclusive no Centro-Oeste, com a vantagem do custo menor em relação aos elétricos tanto no veículo como na infraestrura de abastecimento.

Produção mais limpa

A partir do estabelecimento de metas e da implantação de mudanças na fábrica e em processos produtivos, a Scania conseguiu alguns resultados surpreendentes, como 50% de redução de emissões de CO2 no fluxo logístico da fábrica.

A montadora também reciclou 1,5 milhão de garrafas PET, empregadas como parte da matéria-prima da grade frontal dos caminhões fabricados em São Bernardo do Campo. E, com a aplicação de biometano em alguns setores da planta, a empresa reduziu sua pegada de carbono em 250 toneladas de CO2 por mês.

De acordo com a empresa, a energia elétrica economizada em um ano somente na unidade de montagem e pintura das cabines seria suficiente para suprir o consumo de 120 residências.

No período de 2015 a 2025, a meta de redução de CO2 das operações da Scania é de 50%. Até 2024, a montadora já havia atingido 47%.