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Mário Curcio, AB
Na abertura da apresentação da picape Amarok automática, o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, queixou-se das cotas que em breve serão estabelecidas para o envio e recebimento de veículos do México, já que a VW foi a maior exportadora para aquele país.
“Em 2011 o Brasil enviou cerca de 54 mil veículos ao México. Destes, 34 mil eram Volkswagen. Agora, serão eles (os mexicanos) que vão decidir os volumes. Seremos limitados de importar e exportaremos menos também”, disse Schmall, recordando que isso certamente afetará a produção da montadora, que atingiu recorde no ano passado, com 828.400 unidades. “Ainda não dá para prever uma porcentagem, mas esperamos uma redução.”
Sobre a definição por uma nova fábrica, o executivo tentou escapar das perguntas a respeito dos Estados mais prováveis. Até setembro, Schmall falava em oito Estados na corrida por essa nova unidade. “Agora são seis”, disse. Nesta meia-dúzia, encaixou Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo, aparentemente para aquietar repórteres destes três Estados que o metralhavam com perguntas.
Até o ano passado, Schmall recusava-se a falar sobre o compacto Up!. Agora ele já admite: “O carro seria apropriado para essa nova fábrica.” O presidente da Volkswagen do Brasil falou do objetivo do grupo de se tornar o maior fabricante de automóveis do mundo. Afirmou a companhia tem 240 modelos diferentes e que somente este ano haverá 40 novos produtos.