
Há 59 anos no Brasil, a empresa (fundada em 1844) decidiu entrar apenas agora neste segmento por acreditar que a indústria automotiva brasileira só ganhou relevância nos últimos cinco anos. “Já fabricamos compressores nos Estados Unidos desde 1985, mas decidimos ser cautelosos para trazê-los ao Brasil no momento certo. Muitas empresas entraram nesse ramo no País e saíram fracassadas”, explica Carlos Storniolo, diretor geral da Schrader. Segundo ele, o objetivo principal da empresa é atingir os segmentos de uso profissional e industrial (representarão mais de 70% das vendas).
“Estamos certos da aceitação dos produtos no Brasil com base nos intensos estudos e testes de performance e qualidade realizados pelos núcleos de pesquisa e desenvolvimento da companhia, aliados aos preços competitivos que vamos oferecer”, afirma Storniolo.
De acordo com o executivo, foram quatro anos de estudos para começar a vender. Inicialmente, a comercialização dos compressores acontecerá apenas nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, com o objetivo de garantir assistência técnica imediata e de qualidade. A expansão para outros estados do País ocorrerá até 2017.
Por enquanto, nenhum dos compressores está sendo produzido no Brasil. São todos importados dos Estados Unidos. Rodolfo Amaral, gerente geral de vendas da Schrader garante, porém, que a fabricação dos compressores, na unidade da empresa em Jacareí (SP) e com cerca de 300 funcionários, terá um índice de nacionalização de até 70% nos próximos cinco anos. Os preços dos compressores estão na média de R$ 325 (um dos destinados ao uso doméstico), R$ 1.750 (uso profissional) e R$ 8 mil (industrial).
EXPECTATIVA
A Schrader tem hoje mais de 1.100 clientes no Brasil. Com a chegada dos oito compressores, espera dobrar essa quantidade até 2017. Neste mesmo período, pretende atingir de 8% a 12% do mercado de compressores de ar, posicionando-se entre as três principais marcas – Schulz, Chiaperini e Pressure, que detêm 45%, 18% e 15% respectivamente. O diretor Storniolo, não revela quanto foi investido no novo negócio, mas diz que ele deve representar um faturamento inicial de R$ 12 milhões ao ano.
O faturamento global da empresa (com fábricas em cinco países – Brasil, China, Estados Unidos, França e Irlanda – mais de 30 mil clientes e 1500 profissionais) é de US$ 400 milhões. O Brasil representou 8,5% do mercado total da Schrader em 2011.