
Na contramão do setor de motocicletas, que recuou mais de 20%, a venda de scooters no Brasil deu um salto de 70% neste primeiro semestre. De janeiro até junho foram licenciadas cerca de 24,7 mil unidades, ante 14,5 mil no Brasil mesmo período do ano passado. Atualmente, a Honda detém 55,6% desse segmento, mas boa parte da alta pode ser atribuída à concorrente Yamaha, que no primeiro semestre de 2016 havia vendido somente 1,2 mil unidades e na primeira metade deste ano saltou para 9,4 mil.
Sua fatia também é significativa, 42,1%. A Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes instalados em Manaus, atribui as boas vendas desse segmento à boa aceitação dos motoristas como segundo veículo, aos lançamentos e à facilidade de pilotagem. Como utilizam transmissões automáticas do tipo CVT, com polias variáveis, é só acelerar e frear, não há trocas de marcha.
O modelo mais vendido atualmente é o Honda PCX 150. Tem preço sugerido de R$ 11 mil e sozinho alcançou 12,8 mil emplacamentos, quase a metade do segmento. Embora bem distante de Honda e Yamaha, a Dafra ocupa o terceiro lugar em scooters. Teve mais de mil unidades emplacadas no semestre. Seu modelo Citycom 300 foi o quarto mais vendido no período, com 622 unidades. Seu lançamento, no começo da década, animou outras montadoras a trazer produtos semelhantes. MAIS MARCAS CHEGANDO
Em abril deste ano as concessionárias Suzuki passaram a vender scooters de 125 cc da chinesa Haojue e de 300 cc da taiwanesa Kymco. Ambas as marcas são representadas pela JTZ Indústria e Comércio de Motos, uma espécie de divisão dentro da J.Toledo dedicada às duas novas marcas (leia aqui).
Os scooters Haojue e Kymco são nacionalizados em Manaus e utilizam a estrutura de produção e distribuição da J.Toledo. Somaram 248 unidades emplacadas até junho, mais do que os Suzuki Burgman de 125 e 650 cc (221 unidades ao todo).
No segundo semestre de 2016 a italiana Piaggio desembarcou no Brasil por intermédio do grupo investidor Asset Beclly, trazendo scooters Vespa e Piaggio. No entanto, os produtos têm preço elevado (o mais acessível parte de R$ 18,9 mil) e não alcançaram 50 unidades no primeiro semestre. NOVO HONDA SH 150 AGRADA EM CHEIO
Desde maio a Honda passou a vender o SH 150, que tem motor semelhante ao do Honda PCX, mas é mais potente. Produz 14,7 em vez de 13,1 cavalos. Há várias outras diferenças além da potência. Seu assoalho é plano, o que facilita no momento de sentar sobre o banco, especialmente usando vestido ou saia.
As rodas têm 16 em vez de 14 polegadas e os freios a disco dianteiro e traseiro contam com sistema antitravamento (ABS). Sua chave é do tipo presencial, permite a partida no botão se o chaveiro estiver dentro do bolso, por exemplo.
As suspensões têm curso mais longo e o tornam mais confortável que o PCX 150. O espaço sob o banco, no entanto, é menor que o do outro Honda.
Saída rápida em semáforos e desempenho adequado na estrada são vantagens. Sob o banco cabe só um capacete. Freios a disco com ABS trazem segurança.Automotive Business rodou cerca de 150 quilômetros e aprovou o SH 150. As saídas de semáforo são mais rápidas que as de motos de mesma cilindrada e os dois freios transmitem muita segurança. A estabilidade em curvas é outro ponto de destaque.
Em uso urbano só não é melhor por causa do peso elevado, de 129 quilos, que, associado à altura do assento de quase 80 centímetros (79,9 cm) obriga o piloto a ter cautela em trânsito pesado.
Na estrada ele faz bonito e consegue manter os 100 km/h. Em descidas leves, passa dos 115 km/h. A média de consumo em uso misto foi de 31 km/l. Seu tanque tem 7,5 litros.