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Segurança sem limites

O desenvolvimento contínuo de novos dispositivos de segurança para os automóveis é uma maratona que parece nunca terminar. A Mercedes-Benz, por exemplo, destaca que em 1939 começaram as pesquisas sobre as zonas de deformação da carroceria em caso de choques, conduzidas pelo lendário engenheiro Béla Barényi, um dos pioneiros nesse campo. Levou 20 anos até que esse recurso fosse adotado em modelos de série da marca. Mais tarde introduziram-se outras primazias como os freios ABS (antibloqueio) e os airbags.
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13 nov 2009

3 minutos de leitura

Veículos Experimentais de Segurança (ESF, na sigla em alemão) são apresentados desde 1974. Agora, para comemorar os 70 anos da carroceria deformável na frente e atrás, a empresa acaba de apresentar o ESF 2009. Algumas das ideias parecem distante da realidade ou se classificariam de maluquices. Nada disso. Podem demorar para serem aperfeiçoadas até chegarem aos carros, de início opcional e depois em série, porém tudo apresenta base científica e grande potencial de viabilidade.

Existe também preocupação de aumentar o nível de segurança e melhorar a eficiência energética sem conflitos. Tanto que o ESF 2009 foi desenvolvido a partir do sedã topo de linha S400 híbrido já à venda. Há um grande esforço para impedir ou compensar o aumento de peso do carro.

A proposição mais revolucionária é o braking bag, ou seja, um enorme airbag acomodado no assoalho externo. Se um sensor indicar risco iminente de um impacto, ordena inflar instantaneamente essa bolsa de ar que estabiliza o veículo por meio de atrito com o solo. Ajuda a desacelerar de forma acentuada a velocidade.

Outra iniciativa de interesse são as estruturas infláveis de metal capazes de diminuir o peso e aumentar a integralidade de componentes importantes. Em condições normais a seção metálica permanece dobrada para economizar espaço. Se houver necessidade de proteção, um gerador de gás injeta pressão interna de 10 a 20 bars em frações de segundo, desdobrando aquela seção com significativo ganho estrutural.

O ESF 2009 pode ainda reduzir em cerca de um terço as forças atuantes no torso dos ocupantes durante colisão lateral. Isso se faz movendo-os até 5 cm na direção do centro do veículo, por meio de almofadas de ar colocadas nas laterais dos encostos dos bancos. Parece pouco, mas cria um espaço adicional de segurança.

Faróis com função adicional de iluminação focada melhoraram a visibilidade do motorista em situações de risco potencial. Se a câmera de visão noturna por raios infravermelhos, que já equipa alguns automóveis mais caros, detectar a presença de pessoas ou animais na estrada, um facho concentrado de LEDs (diodos de luz) ilumina brevemente, além da área coberta pelos faróis principais, como se fosse uma poderosa lanterna de mão.

Novas faixas reflexivas noturnas podem ser aplicadas nas laterais do carro, tornando-o mais visível para outros usuários da estrada na escuridão. Interessante que essas faixas são invisíveis durante o dia, preservando intacta a aparência da carroceria.

Enfim, o ESF 2009 objetiva evitar o acidente em primeiro lugar. Se não for possível, trata de mitigar os seus efeitos. Sem trazer restrições à praticidade de uso do veículo ou comprometer a autonomia do motorista ao volante. Será dele ou dela a responsabilidade final na maioria dos casos, cabendo ao carro prover suporte ao processo.