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Selfies já são mania até por quem está ao volante

A Ford promoveu uma pesquisa na Europa a fim de conhecer os hábitos de uso do celular de motoristas. Um dos dados interessantes revelados pelo estudo é que um em cada quatro jovens do continente já fez um selfie (autorretrato) com smartphone ao dirigir e quase metade admite ter usado o smartphone para tirar uma foto.
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Redação AB

21 ago 2014

2 minutos de leitura

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A morte de jovens muitas vezes está relacionada a acidentes de carro e, com seu estudo, a Ford quer desenvolver formas de conexão mais seguras no veículo, como o uso do sistema multimídia Sync com comandos de voz para fazer e receber ligações.

“De jogadores de futebol a presidentes, quase todo o mundo parece ter entrado na moda do selfie. Para muitos jovens, isso se tornou parte do cotidiano, mas é a última coisa que se deve fazer na direção de um carro”, diz Jim Graham, gerente do programa de educação no trânsito da Ford.

A pesquisa com 7 mil usuários de smartphones de 18 a 24 anos na Europa também mostrou que uma em cada quatro pessoas acessou sites de mídia social ao volante. Os rapazes foram os mais propensos a ignorar os riscos e quase todos concordaram que essas atividades são perigosas.

Registros mostram ter havido este ano uma série de acidentes com ferimentos e até mortes pouco após um selfie. A publicação dessas fotos nas mídias sociais gerou até hashtags, como #drivingselfie.

DISTRAÇÕES NA DIREÇÃO

A pesquisa da Ford revela que fazer um selfie ao volante é capaz de distrair o motorista por 14 segundos. Checar as mídias sociais leva 20 segundos, tempo em que um carro a 100 km/h percorre distância equivalente a cinco campos de futebol. Uma pesquisa feita pela NHTSA, órgão de segurança das estradas dos Estados Unidos, revela que arrumar o cabelo usando o retrovisor pode distrair o motorista por quatro segundos e digitar no celular leva mais tempo, sete segundos.

Para mostrar na prática o que pode acontecer quando se faz um selfie em baixa velocidade, a Ford vai promover um treinamento para jovens na Europa. O programa, feito em uma instalação fechada e com instrutor profissional, também terá orientações sobre reconhecimento de situações de perigo, controle da velocidade e do espaço.

“Os estudantes podem ficar um pouco indiferentes no começo, mas quando veem os cones achatados ao tentar fazer um selfie, entendem a mensagem de forma muito eficaz”, acrescenta Graham. Outra pesquisa feita pela Ford com motoristas jovens mostrou que a maioria tinha dirigido além do limite de velocidade, quase metade comeu ou bebeu ao volante e 40% haviam usado o telefone celular ao dirigir.

A montadora encomendou um vídeo bem-humorado para mostrar os riscos de um selfie.