
No caso da Volkswagen, toda sua produção de automóveis elétricos está suspensa nesta semana em suas fábricas de Zwickau e Dresden, na Alemanha, segundo informou a publicação alemã Automobilwoche. Com a interrupção, a estimativa é deixar de montar 5 mil veículos.
Em Zwickau, são produzidos o hatch VW ID.3 e os SUV VW ID.4, Audi Q4 e-tron e Cupra Born, enquanto a unidade de Dresden fabrica apenas o ID.3. Recém-lançado, o SUV-cupê VW ID.5 está previsto para entrar em produção no fim de dezembro em Zwickau.
Até agora, a fabricação de carros elétricos da VW não havia sido afetada pela falta de chips porque a estratégia da montadora estava priorizando esse segmento – a linha de montagem dos modelos a combustão Golf e Tiguan em Wolfsburg chegou a ser interrompida diversas vezes neste ano por causa à falta de componentes eletrônicos.
Também nesta semana, a Ford divulgou que sua produção de veículos continua interrompida ou reduzida em três das suas quatro principais fábricas na Europa devido à crise dos chips.
Na Alemanha, foram afetadas as unidades de Colônia (que produz o Fiesta), que está parada até 22 de novembro, e de Saarlouis (Focus), que havia retomado na terça-feira (16), mas pararia de novo nos dias 19, 22 e 26 de novembro.
Na Espanha, a planta de Valência (Kuga) retornou na segunda-feira, 15, mas entre setembro e dezembro vai somar 33 dias de interrupção. Na Romênia, a unidade de Craiova (EcoSport e Puma) retomou a produção em três turnos só em novembro.
A Ford já deixou de produzir cerca de 375 mil unidades este ano em suas fábricas europeias de automóveis e vans durante até a primeira semana de novembro, segundo estimativa da consultoria AutoForecast Solutions.
“Como resultado do problema de fornecimento de semicondutores que afeta grande parte da indústria automotiva global, reduzimos o tempo de inatividade em várias fábricas no início deste ano”, disse a Ford em comunicado. A empresa prevê que a escassez de semicondutores vai durar até 2022 e pode se estender até 2023.