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Sem definição do governo, empresas mantêm planos para o Uruguai

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Giovanna Riato

28 set 2011

4 minutos de leitura

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Foto: fábrica da uruguaia Nordex, que produz o Kia Bongo

Giovanna Riato, AB

Depois do susto causado pelo Decreto 7567, os importadores que montam veículos no Uruguai podem ter um alívio caso o governo cumpra a promessa de isentar os modelos montados no país com índice de nacionalização acima de 35% de pagar mais 30 pontos percentuais de IPI. Chery, Kia e Grupo Effa aguardam agora a formalização do compromisso.

A chinesa Chery monta alguns modelos em regime CKD na região, entre eles o Face e o Tiggo. O primeiro abastece apenas a demanda doméstica, o Chile e a Argentina, enquanto os carros que chegam ao Brasil são importados diretamente da China. Já alguns exemplares do Tiggo uruguaio são vendidos no mercado nacional junto com as unidades vindas da Ásia. O volume trazido do país vizinho representa apenas 5% do total comercializado pela marca no mercado interno.

Se confirmada a isenção do aumento do imposto, a empresa poderia remanejar as exportações do Uruguai para atender ao mercado brasileiro e abastecer os vizinhos com o que é trazido da China. A companhia, no entanto, garantiu para Automotive Business que, sem confirmação do governo, não há nenhuma mudança em curso.


Montagem em Manaus é saída

Sem um cenário definido para os próximos meses, o Grupo Effa, que comercializa os automóveis da Lifan e picapes vendidas com a marca Effa, encontrou uma forma mais certeira de garantir veículos para o mercado nacional. A empresa vai retomar a montagem em CKD na unidade que possui em Manaus (AM). O galpão, já pronto para receber os kits, foi usado por um período curto até o início de 2010, quando a companhia desistiu da região por conta do alto custo logístico para vender as unidades no Brasil e da desvantagem cambial para exportar.

A intenção é montar 450 comerciais leves por mês no espaço a partir de janeiro de 2012. O volume é bem inferior ao necessário para atender a demanda do segmento, que avança junto com as restrições à circulação de caminhões em centros urbanos. Só este ano, a empresa projeta a venda de 22 mil veículos no Brasil, sendo 6 mil da Lifan e 16 mil da Effa Motors.

Com as novas regras, os planos para as duas fábricas que o grupo planeja construir no Brasil, uma própria e outra em sociedade com a chinesa Lifan, podem sofrer mudança. O projeto inicial previa a instalação de uma unidade produtiva em Santa Catarina e outra em Goiás mas há possibilidade de as duas plantas serem levantadas no mesmo estado.

Adaptações na estrutura uruguaia ainda não foram cogitadas pela companhia que, como a Chery, aguarda formalização das determinações. O impacto da confirmação ou não da cobrança dos 30 pontos a mais de IPI será significativo, já que todos os modelos da Lifan são trazidos do país. Entre janeiro e agosto deste ano a companhia vendeu mais de 2,5 mil carros da marca às concessionárias nacionais.

Kia mantém planos para o Bongo

A possível mudança não afeta os planos da Kia, que monta o comercial leve Bongo na fábrica da Nordex, no Uruguai. A companhia produz atualmente 800 unidades do modelo por mês, volume que será ampliado para 1.400 veículos/mês até maio de 2012.

Mesmo se houver necessidade de pagar uma alíquota maior de IPI, a montadora coreana não deve rever a estratégia. Com fila de espera, o Bongo é um dos poucos veículos da marca que não sofreria um impacto forte nas vendas se tivesse o preço reajustado.

Já transferir a montagem de outros modelos para o país vizinho está fora de questão por enquanto. A planta da Nordex, dimensionada para a produção de veículos comerciais, não é capaz de atender a montagem dos automóveis da marca e seria necessário buscar outro parceiro ou instalar estrutura própria no Uruguai.