
Sem lançamentos para esquentar os negócios, a Fiat reduziu em 8,6% suas vendas até novembro e entregou 697,7 mil carros no período. A performance negativa causou redução de 1,6 ponto porcentual na participação de mercado, que ficou em 21,5%. Além da perspectiva de fechar este ano em queda, a Fiat tem cenário pouco alentador para 2014. Não é esperado nenhum grande lançamento da marca para o próximo ano. Há ainda o encerramento da produção do Mille, modelo mais barato do portfólio da marca. Ele deve ser substituído pelo Palio Mille (leia aqui).
A Volkswagen teve redução ainda maior nas vendas nos 11 meses deste ano, de 13,2%. Com 605,3 mil veículos, a organização perdeu 2,5 pontos de participação e ficou com 18,7%. Com isso, a segunda maior marca de carros do País ficou encostada com a concorrente na terceira colocação, ocupada pela Chevrolet/General Motors, com 18,2% de market share.
Assim como a Fiat, a Volkswagen passou 2013 sem lançamentos expressivos, mas prepara novidade importante para o ano que vem: a chegada do compacto Up!, que deve acontecer ainda no primeiro trimestre. Já a GM ganhou espaço com a sua linha renovada de veículos. A empresa ampliou os emplacamentos em 1,5%, para 588,5 mil unidades. O compacto Onix deu contribuição importante ao resultado, com mais de 110 mil emplacamentos.
ESTRATÉGIA BEM-SUCEDIDA
A Ford parece ter acertado o balanço entre lançamentos, preço e publicidade e elevou em 3,7% os volumes na comparação com o ano passado, para 303,5 mil veículos vendidos. O market share subiu 0,5 ponto e chegou a 9,4%. Por enquanto, a empresa trabalha com veículos globais apenas em categorias superiores, a partir do hatchback New Fiesta. Com a chegada do novo Ka, esperada para o início do próximo ano, a performance da companhia pode recuar na entressafra, pois a marca deixará de contar com seus modelos mais baratos, o Ka antigo, que deixa de ser produzido ainda este mês, e a velha geração do Fiesta, que deve encerrar sua participação no mercado brasileiro a partir de abril de 2014.
Como quinta maior marca em vendas do mercado brasileiro está a Renault. Depois de perder a posição por alguns meses para a Hyundai, a montadora francesa recuperou o espaço, apesar da queda de 4% no volume total de vendas este ano, para 210,5 mil carros. Houve leve retração na participação de mercado nos 11 meses do ano, para 6,5%. Parte da redução se explica pela interrupção por dois meses da produção na fábrica da companhia no Paraná, entre 15 de novembro e 15 de janeiro, que fez com que a empresa perdesse o fôlego para abastecer sua rede de concessionárias. Agora, com o ritmo de produção normalizado e o lançamento da nova geração do Logan (leia aqui), a companhia deve voltar a crescer – isso já pode ser notado nos últimos três meses, nos quais a Renault abocanhou pouco mais de 7% de market share.
A sexta colocada no ranking de vendas até novembro foi a Hyundai, graças à família HB20. A empresa vendeu 190,8 mil carros no Brasil, aproveitando o máximo da capacidade produtiva da planta de Piracicaba (SP), que já opera com terceiro turno. O volume garantiu à empresa coreana fatia de 3,1% do mercado nacional.
A Toyota manteve a sétima posição entre as marcas que atuam no Brasil, com 4,9%, 1,9 ponto a mais do que no ano passado. Com o Etios, primeiro carro popular da montadora no País, a companhia vendeu 158,6 mil veículos no mercado nacional. O volume representa alta expressiva de 60,1% sobre o anotado entre janeiro e novembro de 2012.
Apesar de ter ampliado suas vendas no período, a Honda perdeu posição no ranking de vendas e caiu da sexta para a oitava colocação. Foram emplacados 124,7 mil carros da marca, alta de 1,7%. A empresa garantiu ainda 3,8% de market share, nível praticamente estável em relação ao ano passado.
RETRAÇÃO
A Nissan foi outra empresa a descer degraus entre as que mais vendem e saiu da oitava para a nona posição. As vendas da marca diminuíram 25,5% e somaram 71,1 mil veículos. A companhia entregou 0,7 ponto de presença de mercado e ficou com 2,2% de participação. A estratégia da companhia no Brasil foi afetada pela limitação das importações do México, de onde a Nissan trazia carros sem pagar imposto de importação ou IPI majorado. Com isso, os carros populares da marca, como March e Versa, só devem recuperar a competitividade no mercado nacional quando a companhia começar a produzir localmente na fábrica que será instalada em Resende (RJ) e deve começar a operar em 2014.
As marcas da PSA Peugeot Citroën apresentaram desempenho fraco. A Citroën foi a décima mais vendida do País, mas com queda de 12,8% nos volumes, para 59,1 mil carros. Com leve diminuição de sua participação de mercado, a empresa respondeu por 1,8% do total emplacado no Brasil até novembro. Já a Peugeot, que ocupa a 11ª posição, teve queda ainda maior, de 20,8% e vendeu 52,4 mil veículos. A empresa entregou mais 0,4 ponto de market share, ficando com participação de 1,6%.

