Mas é um alento para o setor, que sofreu com a restrição de importação até o ano passado, quando as importadoras eram obrigadas a se submeter a cotas de compra, e caso importassem um volume acima da cota, teriam que recolher IPI extra de 30 pontos porcentuais. Essa situação restringiu o comércio de importados pelas empresas que não têm fábrica no Brasil, mas a partir deste ano a importação está liberada, com o pagamento apenas dos 35% da alíquota de importação.
O aumento foi formidável para várias marcas. A Kia, líder do segmento, foi a marca que mais vendeu e a que mais cresceu. Teve aumento de vendas de 61,7% no trimestre, com 3.017 unidades licenciadas, e colocou três modelos entre os dez mais vendidos, tendo o Sportage como o veículo importado mais vendido este ano, com 1.420 unidades. Os outros são o Cerato, segundo colocado, e o Bongo, sétimo.
A Volvo é a segunda marca de importados mais vendida, com 1.095 unidades no trimestre, seguida pela JAC (1.060), Lifan (719) e BMW (540).
Além da Kia, outras quatro marcas cresceram acima dos 30% no período: Volvo (56,7%), Porsche (34,0%), JAC (32,5%) e BMW (31,7%).
Em março isoladamente as vendas de importados chegaram a 3.457 unidades, alta de 34,1% em relação a fevereiro (2.577 unidades) e de 40,9% sobre março de 2017 (2.453).
A Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, tem 17 marcas filiadas e a entidade mantém estimativa de vendas de 40 mil importados de seus associados para o ano todo.
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Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
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