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Sem revelar investimento, Renault anuncia produção de novo SUV no país

A Renault anunciou na segunda-feira, 7, que produzirá um novo modelo SUV na fábrica de São José dos Pinhais (PR), já sob a plataforma modular CMF-B, inédita no país. O veículo, além da fabricação de um motor 1.0 turbo na fábrica paranaense, integram o novo ciclo de investimentos da montadora na região, cujo valor ainda está em sigilo. O modelo também não foi revelado pela empresa.
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Bruno de Oliveira

07 mar 2022

2 minutos de leitura

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Luiz Fernando Pedrucci, presidente da Renault América Latina, e Ricardo Gondo, presidente da Renault do Brasil, fazem anúncio em reunião com o governador do Paraná, realizada nesta segunda-feira, 7.

A reportagem apurou com fonte ligada à montadora que o valor referente ao novo ciclo de investimentos será anunciado tão logo haja sinais de um desfecho do conflito em curso na Ucrânia. O último ciclo, anunciado no ano passado, foi de R$ 1,1 bilhão e foi aplicado no lançamento do novo Renault Captur, e as versões 2023 do compacto Kwid, do utilitário Master, do SUV Duster e do elétrico Zoe E-tech.

“A decisão de localizar a plataforma CMF-B no Brasil visa oferecer na América Latina o mesmo nível de conteúdo e qualidade que oferecemos mundialmente”, disse, em comunicado, José Vicente De Los Mozos, EVP Industrial Renault Group.

O modelo que ainda falta ser lançado, e que também pertence a este último ciclo de investimento, é a nova picape Oroch, que deverá chegar ao mercado no mês que vem, segundo a fonte ouvida por Automotive Business.

A produção do novo SUV e do propulsor turbo deverá ocorrer no final de 2023, informou a fonte. Caso realmente seja feita no prazo, há pouco menos de dois anos para que a montadora realize as melhorias necessárias para adequação da linha ao modelo, que teve forte participação da equipe de engenharia brasileira na sua concepção.

Investimento surge após um 2021 marcado por negociações

O mercado brasileiro foi o 4º maior da Renault no mundo no ano passado. Foram vendidos na região no período 127 mil veículos, volume que representou 6,5% dos negócios globais da companhia. O principal mercado mundial da montadora segue na França, onde o grupo vendeu 393,6 mil veículos. Atrás do país, aparecem no ranking da marca a Alemanha e a Rússia, em terceiro lugar.

O próximo ciclo de investimentos revelado em parte nesta segunda-feira surge após um 2021 marcado por fortes negociações com o sindicato dos metalúrgicos, a respeito de adequação do quadro de funcionários da fábrica paranaense à demanda, e também por paradas nas linhas de produção por causa da crise dos semicondutores.

Hoje a fábrica opera com 6 mil funcionários em jornada de dois turnos, já com o quadro ajustado após aplicação de Plano de Demissão Voluntária (PDV).