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Mário Curcio, AB
Os metalúrgicos paulistas de Campinas, São José dos Campos e respectivas regiões realizaram assembleias em suas sedes na manhã deste domingo, 18, e rejeitaram a maioria das propostas feitas pelas empresas na semana anterior. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, as ofertas equivalentes a cerca de 0,5% de ganho real não agradaram aos trabalhadores.
Em Campinas, a Mercedes-Benz permanece em greve desde o dia 12, embora na Benteler os trabalhadores tenham aprovado proposta feira na sexta-feira (reajuste de 10,5%) e retornado às atividades. Ainda segundo o sindicato, nesta semana que se inicia pode haver greve em empresas do setor de autopeças como Agritec, Bosch, Eaton, KS (pistões), Magneti Marelli, Mann Hummel, Valeo e Wabco, entre outras.
O setor ferroviário da região já está com o pé no freio. Estima-se que haja 3.700 metalúrgicos parados desde a manhã desta segunda-feira. Eles cruzaram os braços nas empresas CAF e a Amsted Maxion.
Em São José dos Campos e região, o sindicato também prevê semana de greve a partir deste dia 19. A entidade que reúne os metalúrgicos informa que os setores avançaram, mas as propostas não atenderam às reivindicações.
A TI Automotive seria uma das exceções em que houve entendimento entre trabalhadores e empresa. Com a pressão da greve iniciada quinta-feira, dia 15, a companhia propôs 10,3% de reajuste salarial.
O sindicato de São José dos Campos informa que 24 fábricas realizaram paralisações naquela região na semana anterior. Agora, como resultado da assembleia deste domingo, as greves devem se concretizar.