
Criado em Curitiba, em 1974, o BRT é um sistema de transporte com ônibus circulando em rede de canaletas exclusivas, com atributos especiais como múltiplas posições de paradas nas estações, embarque em nível, veículo articulado e múltiplas portas, pagamento e controle fora do ônibus, bons espaços nas estações e sistema de informações aos usuários.
Segundo a NTU o BRT requer tempo de implantação cerca de 2/3 menor em relação ao metrô e metade do necessário para o sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou “bonde moderno”, o que o torna viável para a Copa de 2014. Esse sistema já opera em mais de 80 cidades em todos os continentes.
“Com a Copa de 2014 o sistema BRT torna-se urgente, pois será uma das soluções para a mobilidade urbana nas cidades-sede”, diz Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU. Para ele, o sistema proporciona como benefícios a redução do tempo de viagem e da espera nos pontos de parada; mais conforto e menos impacto ambiental, pois utiliza combustíveis alternativos, além de revitalizar o espaço público, entre outras vantagens.
Considerado o maior case mundial de sucesso de BRT, Bogotá, na Colômbia, teve a participação de diversos profissionais brasileiros em sua construção, além de ser operado com veículos produzidos no Brasil. Chamado de Transmilênio, o sistema engloba 84 quilômetros de corredores troncais e 420 quilômetros de linhas alimentadores. O sistema serve, diariamente, a 1,2 milhão de viagens.
O governo federal brasileiro anunciou que, na primeira fase, o PAC da Mobilidade da Copa de 2014 destinará mais de R$ 4,5 bilhões a 20 projetos de BRT em nove das 12 cidades-sede da Copa de 2014. O sistema possui vantagem com relação aos custos e ao tempo de implantação e chega como uma alternativa às grandes cidades, podendo coexistir com os demais tipos de modais, inclusive o metrô.
23º Seminário Nacional NTU
Royal Tulip Brasília Alvorada
SHTN, Trecho 1, conj. 1B, Bloco C, Brasília
17 e 18 de agosto
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