
“Esperamos vender cerca de 200 unidades do Unique por mês”, afirma a gerente de produto Juliana Fukuda. Importado do México, o Sentra teve média mensal de emplacamentos superior a 1,2 mil unidades este ano. É o terceiro sedã médio mais vendido. Está bem atrás do primeiro e segundo colocados, o Toyota Corolla (26,1 mil carros até maio) e Honda Civic (13,4 mil no mesmo período), mas tem o mérito de superar o Chevrolet Cruze, que conta com uma rede de cerca de 500 concessionários, bem maior que as 164 lojas Nissan.
O relativo sucesso é resultado do lançamento em setembro de 2013 da geração atual, que fez as vendas do carro aumentarem em mais de 100% em 2014 e sua posição no ranking subir de oitavo para o quarto lugar. As vendas mundiais do carro também tiveram crescimento importante: “No ano fiscal de 2014 foram 500 mil unidades, alta de 20% sobre o de 2013”, recorda Juliana.
Outra mudança que acompanhou o aumento de vendas foi a maior procura por versões mais completas. Atualmente, o carro de entrada (S, de R$ 69.190) responde por apenas 5% do mix. A opção intermediária (SV, de R$ 75.990) e a topo de linha (SL, entre R$ 82.490 e R$ 84.990) têm, respectivamente, 45% e 50%.
Unique traz interior claro e teto solar como itens de série. Desenho das rodas de 17 polegadas é diferenciado. Sedã tem bom espaço interno e porta-malas de 503 litros.
A nova opção Unique deve roubar mais vendas da SL e, dependendo do sucesso que fizer, pode ser incorporada à linha. Segundo a gerente de produto, o carro vem agradando pela lista de equipamentos, que desde a versão de entrada inclui chave presencial, volante com controles de áudio e Bluetooth, mais direção com assistência elétrica. O câmbio é manual de seis marchas, as rodas são de liga leve de 16 polegadas e o sistema de áudio traz CD e MP3 player. O câmbio, porém, é manual de seis marchas
A versão intermediária SV tem transmissão automática CVT como item de série, assim como bancos de couro e ar-condicionado digital com duas zonas distintas de temperatura. Na opção topo de linha SL estão incluídos, além do câmbio CVT, airbags de cortina, acendimento automático dos faróis, câmera de ré e GPS integrado ao painel, entre outros itens. É esta a versão que serve de base para a Unique, um pouco mais completa. O motor para todas as versões é um 2.0 flexível de 140 cavalos. Tem sistema de partida a frio sem tanquinho auxiliar de gasolina.
CONQUISTA PELO TEST DRIVE
Segundo a gerente de produto, a Nissan oferece boas condições para que todo concessionário tenha o carro para test drive: “Um questionário revela que isso tem grande influência na decisão do cliente. Quem testa compra”, diz. “Pesquisas internas também mostram que o nível de satisfação dos clientes vem crescendo”, garante.
Não é difícil gostar do Sentra. O espaço interno é bom, o acabamento é agradável ao toque e o porta-malas tem 503 litros. Automotive Business dirigiu por cerca mais de 100 quilômetros um SL. É possível notar a melhora de dirigibilidade da geração atual em relação à anterior, lançada em abril de 2007, que já era boa.
O câmbio automático CVT está mais preciso nesta sétima geração e não permite variações exageradas e desnecessárias da rotação do motor. As retomadas de velocidade são sempre rápidas e também é possível andar a 120 km/h com o motor virando tranquilo ali na frente, abaixo de 2,5 mil rpm.
Segundo a fabricante, as versões automáticas vão de zero a 100 km/h em 10,1 segundos e alcançam 186 km/h de velocidade máxima. Com o câmbio manual esses valores são um pouco melhores, 9,9 s e 196 km/h.
O Nissan recebe a letra A no selo de eficiência energética (Conpet/Inmetro) em todas as versões. Com etanol, os automáticos CVT fazem 6,9 km/l na cidade e 9,1 km/l na estrada. Os valores passam para 10,2 km/l e 12,9 km/l com gasolina.
Os números da transmissão manual são parecidos. Com álcool são 7,2 km/l em uso urbano e 8,7 km/l em rodovia. Abastecendo com o derivado de petróleo os valores passam a 10,5 km/l e 12,9 km/l.