
“Este é o verdadeiro varejo. Quem manda no preço (dos usados) é o mercado. O preço cai, mas o mercado não cai porque é totalmente livre.” Habib citou momentos da economia em que a mudança de tributação sobre os novos fez despencar os preços de usados e o mercado assimilou as mudanças: “Em 2008, em uma semana os carros de R$ 7 mil caíram para R$ 4 mil. Com isso os de R$ 12 mil caíram para R$ 8 mil e os de R$ 20 mil para R$ 15 mil.”
Segundo o empresário, sua margem de lucro em cada unidade é a mesma nos dois segmentos: “Para o novo e para o usado ela gira em torno de R$ 3,3 mil. E o usado tem como vantagem custos menores”, afirma.
Habib aproveitou a tecnologia para aprofundar ainda mais o domínio desse mercado. Sem revelar detalhes, ele desenvolveu um sistema (aparentemente, um aplicativo) para busca aprofundada de usados disponíveis, seja qual for o ano e modelo, e utiliza tanto como referência de preços como para captação de veículos no mercado.
Segundo a Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias, os automóveis usados negociados de janeiro a outubro somaram 6,98 milhões de unidades, registrando discreta queda de 2,2% no confronto com igual período de 2015 (veja aqui). O recuo é bem menor que o anotado entre os novos.