
O tempo passou, Habib trouxe a JAC e anunciou fábrica, cada vez mais cercado de números. Caminhando de um lado para, ele apresenta seus dados com domínio e se cerca de argumentos para apoiar suas previsões: “O mercado vai crescer este ano”, aposta. “A média diária de emplacamentos caiu de 15 mil para 14 mil unidades, mas os dias úteis até o fim do ano associados a um dezembro muito forte (motivado pelo fim da redução do IPI em janeiro) devem resultar em alta de 2%”, crê Habib.
“O mercado crescerá também em 2014. Um dos motivos é que o reajuste dos carros não acompanha a inflação. E a massa salarial tem aumentado 7%, 8%, 9% ao ano. Outro motivo é o nível de emprego. Não há indício de que o desemprego vá aumentar em 2014. E a economia deve crescer de 1% a 2,5%, mas vai crescer”, estima o presidente da JAC Motors do Brasil, que crê em 3,8 milhões de unidades emplacadas no ano que vem.
Habib se apoia em dois outros argumentos para acreditar num 2014 favorável: o bom comportamento do mercado de usados (2,7 unidades para cada zero-quilômetro vendido) e o fato de haver eleição. “Ano eleitoral nunca é ruim para compra de carros”, ensina.
DESEMPENHO DA CONCORRÊNCIA
Um dos gráficos que Habib apresenta com frequência traz a participação das principais montadoras: “A GM renovou toda a sua linha e manteve seu market share. A Volkswagen perdeu participação e a Fiat também.” Sobre as newcomers, Sérgio Habib ressalta os crescimentos de Hyundai e Toyota (motivados por produtos mais acessíveis) e destaca a queda da própria JAC em 12,9% no acumulado de janeiro a setembro no confronto com igual período do ano passado.
“Fecharemos o ano com cerca de 18 mil unidades.” A nova previsão está 18% abaixo de estimativa revelada em entrevista a Automotive Business em julho deste ano (veja aqui).