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Sérgio Habib prevê pequenas altas de mercado

No período em que presidia a Citroën do Brasil, o empresário Sérgio Habib notabilizou-se por levantar uma chuva de números de mercado cada vez que apresentava um novo carro. Em regra, utilizava esses dados como argumentos de venda de seu peixe, no caso de seus automóveis.
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cria

03 out 2013

2 minutos de leitura

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O tempo passou, Habib trouxe a JAC e anunciou fábrica, cada vez mais cercado de números. Caminhando de um lado para, ele apresenta seus dados com domínio e se cerca de argumentos para apoiar suas previsões: “O mercado vai crescer este ano”, aposta. “A média diária de emplacamentos caiu de 15 mil para 14 mil unidades, mas os dias úteis até o fim do ano associados a um dezembro muito forte (motivado pelo fim da redução do IPI em janeiro) devem resultar em alta de 2%”, crê Habib.

“O mercado crescerá também em 2014. Um dos motivos é que o reajuste dos carros não acompanha a inflação. E a massa salarial tem aumentado 7%, 8%, 9% ao ano. Outro motivo é o nível de emprego. Não há indício de que o desemprego vá aumentar em 2014. E a economia deve crescer de 1% a 2,5%, mas vai crescer”, estima o presidente da JAC Motors do Brasil, que crê em 3,8 milhões de unidades emplacadas no ano que vem.

Habib se apoia em dois outros argumentos para acreditar num 2014 favorável: o bom comportamento do mercado de usados (2,7 unidades para cada zero-quilômetro vendido) e o fato de haver eleição. “Ano eleitoral nunca é ruim para compra de carros”, ensina.

DESEMPENHO DA CONCORRÊNCIA

Um dos gráficos que Habib apresenta com frequência traz a participação das principais montadoras: “A GM renovou toda a sua linha e manteve seu market share. A Volkswagen perdeu participação e a Fiat também.” Sobre as newcomers, Sérgio Habib ressalta os crescimentos de Hyundai e Toyota (motivados por produtos mais acessíveis) e destaca a queda da própria JAC em 12,9% no acumulado de janeiro a setembro no confronto com igual período do ano passado.

“Fecharemos o ano com cerca de 18 mil unidades.” A nova previsão está 18% abaixo de estimativa revelada em entrevista a Automotive Business em julho deste ano (veja aqui).