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Sergio Marchionne quer parceria antes de deixar posto

Sergio Marchionne, CEO da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, pretende fechar um grande negócio com outra montadora, de olho no mercado dos Estados Unidos. A intenção do mandachuva é solidificar os negócios da companhia para eliminar os pontos fracos existentes e fortalecer ainda mais seu legado antes de sair do cargo, em 2019.
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Redação AB

14 abr 2015

2 minutos de leitura

Segundo informações da Reuters, a sétima maior montadora do mundo tem uma das dívidas mais expressivas da indústria automotiva e pode ter dificuldade para encontrar um parceiro comercial. O conglomerado precisa investir grandes quantias na renovação da Alfa Romeo, marca italiana que foi negligenciada dentro do grupo por anos.

Segundo a agência, Marchionne e a família Agnelli, fundadora da Fiat, têm interesse em estabelecer parceria com a GM. A empresa americana tem fortalecido cada vez mais sua atuação no mercado asiático, onde a FCA tem pouca força. Porta-vozes da General Motors afirmam, no entanto, que a empresa já tem estratégia própria para os próximos anos e que não estão previstas alianças.

O CEO da FCA disse recentemente que grandes cooperações são a chance de alavancar e consolidar a indústria automotiva após a crise mundial, prevendo compartilhamento de componentes e de custos de desenvolvimento. Analistas afirmam que aliança com GM ou com a Ford é algo tecnicamente viável para os dois lados.

Apesar do aumento de 120% nas ações da FCA nos últimos seis meses na bolsa de Milão, como efeito ainda da compra da Chrysler, a companhia continua com suas fragilidades. Entre os pontos fracos estão a baixa margem operacional de 3,4% enquanto o porcentual médio das outras empresas é de 5,4%, segundo dados da Thomson Reuters. Outra lacuna é o portfólio deficiente em eletrificação e conectividade.

O ambicioso plano de Marchionne prevê US$ 52 bilhões para fabricar novos modelos da Jeep e Maserati e para recuperar a Alfa Romeo, valor que assusta possíveis parceiros comerciais. Segundo analistas, apesar de o grupo FCA ter vendido 4,6 milhões de carros em 2014, 6% acima de 2013, a meta do CEO de crescer 60% para 7 milhões de carros até 2018 é praticamente impossível.

A GM e a Fiat já possuem um histórico de parcerias. Em 2000 foi feita aliança para compartilhar motores e componentes, relação abalada por causa das fortes perdas da empresa italiana. Em 2009 a Fiat tentou comprar a Opel, braço europeu da GM que estava à venda, operação posteriormente abandonada pela companhia dos Estados Unidos.