Segundo informações da Reuters, a sétima maior montadora do mundo tem uma das dívidas mais expressivas da indústria automotiva e pode ter dificuldade para encontrar um parceiro comercial. O conglomerado precisa investir grandes quantias na renovação da Alfa Romeo, marca italiana que foi negligenciada dentro do grupo por anos.
Segundo a agência, Marchionne e a família Agnelli, fundadora da Fiat, têm interesse em estabelecer parceria com a GM. A empresa americana tem fortalecido cada vez mais sua atuação no mercado asiático, onde a FCA tem pouca força. Porta-vozes da General Motors afirmam, no entanto, que a empresa já tem estratégia própria para os próximos anos e que não estão previstas alianças.
O CEO da FCA disse recentemente que grandes cooperações são a chance de alavancar e consolidar a indústria automotiva após a crise mundial, prevendo compartilhamento de componentes e de custos de desenvolvimento. Analistas afirmam que aliança com GM ou com a Ford é algo tecnicamente viável para os dois lados.
Apesar do aumento de 120% nas ações da FCA nos últimos seis meses na bolsa de Milão, como efeito ainda da compra da Chrysler, a companhia continua com suas fragilidades. Entre os pontos fracos estão a baixa margem operacional de 3,4% enquanto o porcentual médio das outras empresas é de 5,4%, segundo dados da Thomson Reuters. Outra lacuna é o portfólio deficiente em eletrificação e conectividade.
O ambicioso plano de Marchionne prevê US$ 52 bilhões para fabricar novos modelos da Jeep e Maserati e para recuperar a Alfa Romeo, valor que assusta possíveis parceiros comerciais. Segundo analistas, apesar de o grupo FCA ter vendido 4,6 milhões de carros em 2014, 6% acima de 2013, a meta do CEO de crescer 60% para 7 milhões de carros até 2018 é praticamente impossível.
A GM e a Fiat já possuem um histórico de parcerias. Em 2000 foi feita aliança para compartilhar motores e componentes, relação abalada por causa das fortes perdas da empresa italiana. Em 2009 a Fiat tentou comprar a Opel, braço europeu da GM que estava à venda, operação posteriormente abandonada pela companhia dos Estados Unidos.