A articulação do protesto foi anunciada pelos sindicalistas Élio Cândido, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ribeirão Preto, Sertãozinho e Região (também diretor da Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo) e por José da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Sertãozinho e Região (também presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo.
Segundo os sindicalistas, a situação está insustentável e o desemprego já provoca grandes prejuízos ao comércio em toda a região. Na noite da última quinta-feira (26), trabalhadores da Usina Albertina – a primeira unidade industrial a requerer recuperação judicial – que estão sem receber seus salários desde dezembro passado, se reuniram em assembléia na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação para discutir ações que possam buscar um entendimento com a usina que emprega cerca de 1.800 trabalhadores.
O sindicalista José da Silva denuncia que os trabalhadores da usina “vivem de esmolas, perderam seus créditos na praça e não vêem nenhuma solução à frente”. Ele também lembra que os 60 mil fornecedores de cana das usinas vivem situação semelhante e promete ir de encontro às lideranças deste setor para engajá-los no protesto da próxima sexta-feira.