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Serviços entram em corrida pela competitividade

A procura das montadoras de veículos por serviços de boa qualidade e preços competitivos é tão incessante quanto a busca por fornecedores de autopeças e componentes que tenham essas mesmas características. Na Ford essa área absorve cerca de 15% do total investido em compras pela organização. Assim como ocorre com as empresas que entregam autopeças, a preferência da fabricante de veículos é aproveitar ao máximo a base de fornecedores, evitando fechar contratos com novos parceiros se não for realmente necessário.
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Giovanna Riato

04 nov 2014

2 minutos de leitura

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“O principal desafio é escolher empresas que ofereçam preços competitivos aliados a um sistema sólido de qualidade e a um compromisso sério de entrega”, explica João Pimentel, diretor de compras da Ford. O executivo aponta que a organização analisa cada novo contrato de forma criteriosa em parceria com a área da empresa que precisa do serviço para minimizar riscos.

GARGALOS

Pimentel avalia que o principal gargalo está na área de logística, afetada por problemas de infraestrutura do País, pela escassez de mão de obra especializada e pelo risco do roubo de cargas. Por causa desses fatores a área é a que absorve a maior parcela do total aplicado pela companhia na compra de serviços.

Erodes Berbetz, diretor de compras da Mercedes-Benz do Brasil, enfatiza que justamente por ser a área que enfrenta as maiores dificuldades, a logística conta com os parceiros mais eficientes, habituados a driblar uma série de desafios. “É uma grande vocação no País”, destaca.

De forma geral, o executivo pondera que o setor de serviços brasileiro tem “parceiros bem estabelecidos, mas alguns precisam se desenvolver. A inflação alta também tem impactado o segmento”.

Pimentel percebe ainda a escalada dos preços. Segundo ele, há subida significativa dos custos em manutenção, limpeza e segurança para o setor. O diretor da Ford avalia o setor de tecnologia da informação como um dos pontos fortes na oferta de serviços no Brasil. Segundo ele, a qualidade da oferta e dos equipamentos é equivalente à encontrada em fornecedores globais.

“Vale destacar os sistemas de rastreamento e monitoramento no transporte de peças que ajudam a evitar o roubo de cargas. Outro exemplo são as empresas que oferecem tecnologia em automação e evoluíram muito nos últimos anos, principalmente em qualidade de mão de obra”, destaca.

Esta reportagem é parte do caderno especial de serviços publicado na Revista Automotive Business número 29, com data de capa de outubro/2014 e circulação em novembro. Acesse aqui a edição digital da publicação e as demais reportagens do caderno.