
Desde março, quando entrou em vigor a portaria que deu origem ao programa, 118 empresas foram habilitadas, sendo 11 montadoras, 93 fabricantes de autopeças, entre outros agentes.
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Comparando com o Rota 2030, nos mesmos sete meses iniciais, a quantidade de empresas que manifestaram interesse e se homologaram chegou a 39.
De acordo com Denys Cabral, gerente de inovação automotiva na Becomex, essa diferença se deve a um movimento forte, que parte das montadoras e chega até sua cadeia de suprimentos.
“As fabricantes de veículos estão exigindo que seus fornecedores, em diversos níveis, também se habilitem ao programa, algo que aconteceu em menor grau na época do Rota 2030”, disse.
Cabral explicou ainda que há uma forte pressão por redução de custos na indústria como um todo, de forma que a adesão aos incentivos do Mover poderá ajudar nesse sentido.
Adesão ao programa Mover tende a aumentar
O número poderá aumentar ainda mais entre os fabricantes de autopeças, onde ainda haveria espaço para o programa ganhar mais penetração.
Considerando que o Sindipeças, entidade que representa a classe no país, tem uma base de cerca de 500 associados, há no horizonte um universo de pouco mais de 400 empresas.
Nem todas devem requisitar homologação, é verdade, mas o interesse aumentou nesse setor, afirmou o gerente da Becomex.
“O volume de recursos é atrativo e aumenta gradualmente ao longo dos anos, o que chama a atenção dessas empresas que já recebem estímulos de seus clientes, as montadoras”, concluiu Cabral.
