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Setor automotivo brasileiro de olho em Detroit

Os Estados Unidos assistem atônitos à derrocada da General Motors, Chrysler e Ford, que já foram motivo de orgulho para o país. Depois do presidente da GM anunciar que a empresa pode ficar sem caixa para enfrentar as operações, as ações despencaram abaixo de US$ 3, voltando a valores da década de 40. O presidente eleito Barack Obama adianta-se em promover a ajuda às três montadoras, mas já sabe que serão necessários muito mais do que US$ 50 bilhões para fazer diferença na saúde do setor. O Deutsche Bank calculou que apenas a GM precisa de US$ 35 bilhões para normalizar o fluxo de caixa. A Ford vale menos de US$ 4 bilhões na bolsa. A GM, menos de US$ 2 bilhões. Há entre os fornecedores uma lista expressiva de empresas que esperam ser contempladas, como a Delphi, que já está em concordata. Não serão menores os problemas na área de distribuição. É difícil imaginar que o governo norte-americano deixe de alimentar o projeto de ajuda ao setor – a alternativa é enfrentar o caos e um tsunami capaz de arrasar centenas de milhares de empregos. Debate-se, em contrapartida, o novo modelo de controle para o setor com a participação do Estado no capital das empresas. E o mercado automotivo brasileiro, como fica diante de toda essa situação, com um cordão umbelical ligado a Detroit? Certamente o Brasil tem muito a perder com o caos, já que os problemas nas matrizes afetam duramente as operações brasileiras, financeiramente ou por uma questão de imagem,
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cria

12 nov 2008

1 minutos de leitura