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Setor automotivo eleva uso de semicondutores

O setor automotivo tem ajudado o mercado de semicondutores a aumentar seu faturamento e a diminuir a dependência de seus clientes principais: as indústrias de telefones celulares, de eletrônicos e de computadores. É o que aponta pesquisa global da KPMG realizada com 193 líderes de empresas de semicondutores, divulgada na segunda-feira, 3.
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Redação AB

03 fev 2014

2 minutos de leitura

“O que vimos na pesquisa é que a ampliação do mercado, além do eletrônico e de telecomunicações, poderá resultar nas mais diversas fontes de receita e em uma menor oscilação entre os ciclos de fartura e escassez. Já aqui no Brasil, considerando que o conteúdo local deverá ser aumentado para 30% nos próximos anos, os fabricantes locais de semicondutores serão beneficiados”, afirma Marcelo Gavioli, sócio da KPMG.

“Como a venda de computadores sofreu uma queda relativamente considerável para o setor de semicondutores, as empresas que identificam e investem em mercados alternativos, como o automotivo, e em os dispositivos com acesso à internet estarão bem posicionadas para aproveitar as vantagens competitivas”, acrescenta Gavioli.

A KPMG questionou quão importante se tornará o setor automotivo em 2014 para suas empresas: 12% dos executivos responderam que será menos importante em relação ao ano passado, 31% disseram que se manterá igual e 57% afirmaram que será mais importante, possibilitando receitas superiores aos dos setores médico e de comunicação convencional.

Dos 193 líderes ouvidos, 10% acreditam que o setor automotivo será menos importante nos próximos três anos, 30% preveem estabilidade nos negócios e 60% esperam por avanço.

Com o aumento da conectividade veicular, principalmente nos Estados Unidos e Europa, os executivos apostam que a aplicação de semicondutores em automóveis se expandirá de 8% a 10% por ano até 2016. As áreas que mais têm contribuído para este avanço são: body electronics (de sistemas remotos de acesso ao veículo, como o sistema keyless, de acionamento da trava a distância), com 23% de participação nos negócios; chassis (de controle eletrônico de suspensão, por exemplo), com 19%; safety (de acionamento de sistemas de segurança, como freios e ABS), com 18%; green (de redução de emissões), com 17%; communications convergence (sistemas de conectividade veicular), com 12%; e powertrain (controle de injeção de combustível), com 11%.

Veja o estudo completo, em inglês, aqui.